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quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Post ecológico de MMZ4

 


E então chegou a hora de finalizar essa maratona de MMZ. Assim como o outro post eu não tenho absolutamente desculpa alguma pra essa demora toda, eu só tava enrolando mesmo. Mas então... eu lembro que Z4 era o MMZ que eu mais gostava depois do 3, e foi um dos que eu mais joguei na Collection de NDS. E o resto das pessoas parecem gostar bastante desse jogo também, e como eu já havia dito, a ideia original era só fazer post de Z3 e Z4 mesmo, mas aí eu resolvi fazer de tudo de uma vez. Enfim, vou começar logo a falar do jogo.

Capitão Planeta 22XX


A história do jogo começa com uma caravana de refugiados fugindo das forças armadas de Neo Arcadia, e aí o Zero chega lá todo fodão e começa a destruir os bichos, e assim começa a intro stage. Depois disso nós descobrimos que os refugiados eram na verdade todos humanos, e com isso a líder deles, Neige, se apresenta. Ela diz que a situação em Neo Arcadia tá bem fudida, e que até os humanos tão se fudendo agora. E ela demonstra um desgosto pelo Zero porque foi ele que deixou Neo Arcadia na merda, já que ele matou o Copy X e permitiu que o Weil entrasse no poder. Depois disso ela vai embora, mas o Zero, Ciel e o povinho da resistência continuam ali por perto pra caso algo aconteça. Eventualmente eles descobrem que a caravana se dirigia pra um local chamado Area Zero, que coincidentemente foi onde a Colônia Eurasia caiu há uns 100 anos atrás, pelo visto uns sistemas lá que eu esqueci o nome continuaram ativos mesmo após a queda da mesma, e isso permitiu que lenta mas certamente a natureza voltasse a prosperar ali, assim criando uma zona habitável que daria refúgio a todo mundo. Então, o Zero vai lá averiguar o lugar, dando inicio a segunda intro stage(é). Depois dessa fase o Zero se depara com os bosses do jogo, que tiveram a mesma ideia que ele, e aí o líder deles, Craft, da as caras e se apresenta, depois disso eles vão embora, pois o Weil não deu permissão pra que houvesse um combate direto ali na hora. 

Então, cabe ao Zero e a turminha do barulho impedir com que o Weil destrua toda a natureza na Area Zero. Depois de derrotar 4 bosses, Craft ataca o acampamento que os humanos fizeram ali, ao longo da fase o Zero vai resgatando os humanos que tavam sendo atacados pelas forças de Neo Arcadia, e no processo cada um deles da uma de Harry Osborn e manda o Zero se fuder. Depois disso o Zero enfrenta o Craft, mas aí a Neige aparece lá, e ela parece que conhece o Craft, mas antes que pudesse haver uma conversação legítima o Craft vai lá e sequestra a Neige. Após isso os humanos no acampamento ficam tipo "Oh well, pegaram a Neige mas n vale a pena ir atrás dela não fodasekk" e aí o Zero confronta eles, dizendo que eles são uns covardes que não são diferentes dos humanos que ficaram em Neo Arcadia, ele conclui tudo mandando o troféu de bunda do ano pra eles e depois vai embora. Eventualmente eles contatam a resistência, se desculpam por tudo e imploram pro Zero ir lá resgatar a Neige, algo que ele vai lá fazer. Depois dessa fase o Zero se encontra com a Neige, na cela onde ela estava, e aí o Craft chega lá todo puto. E então nos é revelado que a Neige de fato já conhecia o Craft, e a razão disso é porque ambos estavam num relacionamento, sim. Aí eles começam a ter uma DR ali, a Neige diz que o Craft se distanciou do homem que ela havia se apaixonado a muito tempo atrás, que ele deixou de lutar bravamente pra proteger os humanos e que agora ele luta contra eles. O Craft nega isso, dizendo que ele tá ajudando o Weil porque ele sabe que resistir ao governo de Neo Arcadia é muito pior do que viver lá, e tudo que ele quer é proteger o pessoal. Mas aí o Weil chega lá e põe o pau na mesa, mas antes que qualquer coisa possa rolar o Zero e a Neige escapam dali com um plano mirabolante, a Neige então é teleportada de volta pra base mas o Zero tem que fazer uma outra porção da fase pra escapar de lá, devido ao sistema de segurança.

Depois da morte os outros 4 bosses restantes o Weil liga pra resistência e mostra a sua carta na manga, o canhão Ragnarok. Um canhão espacial fodelão que ele pretende atirar bem na Area Zero, mas aí ele tenta atirar e não acontece absolutamente nada, e com isso o Craft entra no meio da call no Discord e revela que ele tá lá na sala de controle de Ragnarok, e diz que ele desativou o controle remoto do canhão. Aí ele usa todo o seu QI e faz uma referência a uma frase marcante de Ben 10 e grita "Eu não sou fantoche de um gay!!" e atira bem em Neo Arcadia, onde o Weil e uma penca de humanos e reploids inocentes estão. Aí o Zero vai lá fuder o Craft pessoalmente, já que ele acabou de se tornar um terrorista. Chegando lá o Zero confronta o Craft, e aí esse corno diz que o canhão tá aquecendo pra atirar de novo, mas aí o Zero mete a porrada no Craft pela última vez. Depois da luta o Zero manda uma frase super questionável, mas aí o Craft morre logo depois. Aí ele volta pra base da resistência e parece que tudo vai ficar de boa mas aí de repente, Ragnarok resolve fazer cosplay de Eurasia e decide sair de órbita, pronta pra colidir diretamente com a Area Zero. E aí o Zero novamente tem que ir lá salvar o dia. 

Após chegar em Ragnarok nos é revelado de que quem estava por trás disso tudo era na verdade o Weil, que tava bem de boa apesar de tudo. Ele revela que ele é imortal graças ao corpo foda dele e tudo mais, e por algum motivo ele revela pela segunda vez que ele é humano, e o Zero fica surpreso pela segunda vez também. E com isso o Weil faz o discurso foda dele e começa a luta. Depois da primeira fase o Weil fica absolutamente putasso e funde o seu corpo mecânico com os circuitos de Ragnarok pra acabar com isso tudo de uma vez, a Ciel diz que fudeu de vez e não tem mais jeito mas aí o Zero diz que se ele destruir Ragnarok antes dela colidir com a Terra vai ficar de boa, mas aí a Ciel diz que isso é suicídio e tudo mais, desconhecendo o passado extremamente suicida do Zero. Aí o Zero diz pra Ciel acreditar nele e corta a transmissão, indo peitar o Weil, mas não antes de soltar o seu próprio discurso. Aí o Weil morre numa cena muito bem dublada e com isso Ragnarok é destruída. E com isso rola o final do jogo, onde tá todo mundo comovido com o sacrifício do Zero, aí a Ciel faz um discurso esperançoso onde ela diz que vai esperar o Zero voltar só pro jogo mostrar os destroços do Zero pra gente.


Bem, esse resumo foi bem menor que o de Z3, e a razão pra isso é que a história desse jogo é bem menor mesmo. Como eu havia dito no post anterior, Z3 tinha uma história super completa e tudo mais, e pelo jogo naturalmente ser mais longo e ter uma progressão um pouco mais dinâmica a história tinha bem mais eventos acontecendo e tudo mais. Diferente, de muita gente, eu não vou tirar sarro da premissa dessa história aqui não. Acredite se quiser, mas realmente tem gente que desmerece isso tudo aqui alegando que é algo digno de um episódio de Capitão Planeta, mas obviamente isso é uma linha de pensamento derivada de uma simplificação super forçada dessa premissa. Quero dizer, eu fiz piada com ecologia e Capitão Planeta aqui sim, mas isso são só os títulos engraçados que eu costumo colocar mesmo, num geral eu sou de boa com essa premissa.

Mas, eu devo dizer que não sou lá muito fã da narrativa em si. E isso se deve a uma penca de fatores que já vou falar aqui. O lance com não só essa história, mas com Z4 num geral é que ela é mais um epílogo do qualquer outra coisa, a existência dela gira em torno de umas poucas pontas soltas que Z3 deixou pra trás, e por causa disso não só a ambientação dela como também a narrativa em si não tem muitas coisas que tinham na história dos outros MMZ.

X? Morreu.
Os guardiões de Neo Arcadia? Morreram também.
Neo Arcadia em si? Você nem vai pisar nela durante o jogo.

Ser um epílogo não é algo inerentemente ruim mas o que incomoda é que a história acaba sendo meio vazia, ainda mais em comparação a de Z3 que foi toda fodelona. O lance é que, por consequência disso ele precisa de uns subplots tipo os dos humanos ou então o relacionamento da Neige e do Craft, algo que de fato são coisas interessantes, mas eu já vou chegar lá. Eu diria que o que mais incomoda é que eles perderam uma boa oportunidade de suprir essa falta de "ritmo" fazendo uma história focada mais em character development como MMZX, mas já que o Zero teve um "desenvolvimento" relâmpago lá no fim de Z3, a oportunidade de explorar as consequências do grande plot twist daquele jogo foi deixada de lado. Seria bem legal ver o Zero meio inseguro em relação a usar um corpo falso, mas no fim das contas não foi o que aconteceu.

Apesar disso, ainda temos os humanos e o relacionamento de humanos e reploids que o jogo explora aqui. E a princípio isso é bem foda, é bem legal ver como os humanos se sentem depois de toda essa bullshit que rolou nos últimos anos, ressentindo reploids e tudo mais, e apesar deles não estarem inteiramente errados, da pra ver pelo comportamento deles que isso ainda é uma linha de raciocínio bem estúpida, e que eles tavam dispostos a deixar os reploids se fudendo e só começaram a se importar com a situação de Neo Arcadia depois que isso passou a afetar eles. O que incomoda é que tem instâncias onde isso não parece ser orgânico, tipo quando todos os humanos que você resgata quando o acampamento é atacado mandam o Zero tomar no cu, ou como todo mundo exceto a criancinha lá tão de boa em deixar a Neige raptada, mas logo depois do Zero confronta-los eles mudam de ideia meio rápido demais, e não só isso, mas a forma como eles se dirigem a resistência ficou bem menos agressiva num piscar de olhos. 

Por mais que eu tente eu não consigo ver isso de um jeito muito bom, vejo bastante gente dizer que é uma história bem madura, mas eu vejo ela como uma história bem infantil até. Esses humanos com um ressentimento super caricato, quero dizer, é normal eles se sentirem assim mas só pensa bem. No acampamento inteiro todo mundo fico super puto com o que rolou, eles literalmente nem conseguem compreender a razão do Copy X ter sido derrotado em primeiro lugar. Um humano aí vai longe o suficiente pra dizer "hurr, o X era o único reploid que ligava pra gente", você vai ver todo mundo expulsando o Zero, insultando ele e tudo mais, isso que eles nem sabem que o reploid que matou o Copy X era ele, eles só tavam tratando o Zero da mesma forma que eles tratariam qualquer outro reploid. A questão é que é tudo estupidamente preto e branco, os únicos humanos que tratam o Zero bem são aquela criança lá e a Neige, que na verdade nem trata ele muito bem também, já que ela se dirige de forma passivo agressiva na maior parte das instâncias. Nesse acampamento você não vai ver humanos que tão tipo "Eu entendo o sofrimento dos reploids em Neo Arcadia, mas eu também não posso abandonar os meus amigos que resolveram fugir de la" é tudo bem caricato e preto e branco. Tudo bem que Mega Man tem um histórico de tentar abordar assuntos sérios e falhar, principalmente na Saga X. Mas não é porque isso é significativamente melhor que eu vou simplesmente aceitar. 

É sério que durante a invasão do acampamento ninguém disse um "Obrigado" pro reploid que acabou de salvar a vida deles? E quando a Neige é raptada os residentes do acampamento vão todos ficar bravos com ela, com exceção da criancinha, obviamente. E é bem engraçado que esse garotinho inclusive diz "Senhor Reploid, por favor salve a Neige! Ninguém aqui quer ajudar ela!" Uau. Eu entendo que os humanos de Neo Arcadia deveriam representar uma população mimada e tudo mais, mas caras, vocês realmente acham que isso tudo justifica essa apatia gigantesca deles? Literalmente ninguém ali é dividido em relação aos reploids, assim como ninguém ali tá disposto a salvar um deles, ou nem ao menos ressentido pelo fato de terem abandonado a Neige. E depois do Zero mandar eles se fuderem de repente a mentalidade deles da um 360 e eles estão bem arrependidos disso. Chega a um ponto onde nem sequer parece que esses humanos conviveram com reploids, os reploids de Neo Arcadia são praticamentes escravos dos humanos, já que eles vivem na merda passando fome. E você quer que eu acredite que ninguém além da Neige teve um contato positivo com eles? Será que os reploids de Neo Arcadia são super agressivos devido a toda essa opressão a maltratam os humanos de graça? Welp, não sei, o jogo não toca nesse assunto. 

Sim, eu tenho plena noção de que na vida real existem muitas, mas muitas pessoas ignorantes. Mas eu também tenho plena noção que não são todas as pessoas que são assim, e também tenho plena noção de que se você quer incorporar esses elementos sociopolíticos na sua obra você tem que apresentar tudo de uma forma madura. Adicione todos os pontos de vista, explore o contexto de forma mais aprofundada pra se ter um entendimento claro das coisas, sempre traga pontos de relevância pro debate. Num geral, mostre a figura inteira. Literalmente a única coisa que a gente sabe sobre a situação de Neo Arcadia é que na crise de energia os humanos foram favorecidos, todos os reploids que nós vimos ou eram como os guardiões e tavam servindo a humanidade de boa ou faziam parte da resistência. Toda vez que a gente de fato viu Neo Arcadia foi pra invadir ela mesmo. A história da resistência se rebelando contra Neo Arcadia era efetiva porque ela não tentava ser mais complexa do que o necessário, a gente tinha ideia de que de fato havia uma puta opressão ali, e a gente passou os 3 jogos lutando contra Neo Arcadia pra lenta mas certamente derrubar aquele governo. Os jogos nunca tentaram adentrar muito no lado mais moral das coisas, porque eles tinham noção de que isso iria complicar as coisas, vilões como Copy X e Elpizo eram ingênuos e bem burros mesmo, foda-se. Os guardiões acabaram ficando bem mais no cinza ao decorrer dos jogos e depois eles ajudaram a resistência de vez. Essa coisa de Neo Arcadia foi explorada ao redor de uma saga com 3 jogos. Agora Z4 quer explorar o relacionamento de humanos com reploids em um jogo só. Sim, eu sei que isso não é algo que poderia ser feito num platformer de Game Boy Advance, e nesse caso, a questão é: Pra que fazer então? E é aí onde a narrativa básica mais prejudica o jogo, se fosse como Z3 certamente não seria perfeito, longe disso, mas com certeza iria ser um pouco melhor. Mas é, eu não tanko esse subplot não. Pelo menos eu acho o relacionamento da Neige com o Craft legal sim, eu pessoalmente não me importo com eles e não fiquei investido nisso, mas eu consigo ver que é bem feitinho, é realmente legal que eles tenham se dado trabalho de justificar o que um viu no outro, e o motivo deles se apaixonarem.

E falando no diabo, alguém por favor vai pro Cyberspace e avisa pro Elpizo que o trono dele foi usurpado, porque o Craft acabou de se tornar o antagonista mais burro de MMZ. Por onde raios eu começo..? Bem, eh, é compreensível ele achar que resistir ao governo do Weil só vai gerar consequências piores, e é ok ele se preocupar tanto com a Neige a ponto de querer jogar extremamente seguro assim. Mas Jesus Cristo, aquele tiro que ele deu em Neo Arcadia foi de fuder viu, ele não só ignorou completamente o que a Neige pediu pra ele(pela segunda vez), como ele também acabou de tirar a vida de milhões de pessoas inocentes só pra fuder o Weil, e esse filho da puta ainda teve a audácia de dizer "Hehe, tô carregando o segundo tiro aqui". Normalmente eu sou até que bem tolerável com personagens burros ou ingênuos, já que eu entendo que pessoas assim existem na vida real e esses personagens tão simplesmente refletindo esse tipo de gente, um personagem ser burro não é um defeito narrativo, agora, um personagem ser burro por motivo algum além de fazer a história andar é foda, como no caso do Elpizo, e especialmente do Craft. Eu realmente acredito que a única razão pra ele ter feito uma porra dessas foi pra apagar Neo Arcadia de vez da história. Acho que assim como a morte do Zero rolou pra não ter sequência, isso aqui rolou por motivos que transcendem a narrativa também.

Enfim... Pra melhorar o clima, vou dizer que eu gosto de como esse jogo expandiu o Weil, como eu já havia dito no meu post de Z3. Essa cena do discurso dele é sem dúvida alguma a melhor cena desse jogo, e a dublagem dele aqui tá muito mas muito boa, isso somado com o novo tema dele deixa tudo bem legal. E a revelação do plano dele fazer toda a população sofrer pela eternidade e tudo mais é bem foda também, até porque essa vingança reflete justamente a punição que foi imposta á ele.

Também tem o Zero aqui, que eu não preciso falar quase nada. Eu gosto da morte dele tho, quer dizer, certamente não é tão íntima quanto a do X5 ou algo assim, até porque ela nem devia acontecer e só aconteceu porque a Inti Creates não queria que a Capcom forçasse eles a fazer Zero 5, mas ainda assim é uma cena bacana. É bem legal ver como o sacrifício dele impactou o pessoal, principalmente a Ciel. Só é uma pena que quando me deparei com a cena dos destroços dele lá eu tava exatamente assim:


Pois é, assim como o Weil eu realizei a minha vingança, e a minha vingança suprema contra o Zero foi justamente essa piada aqui.

É foda, vou ser sincero e admitir que de fato eu não gostei da história de Z4. Realmente teria preferido que tudo tivesse encerrado em Z3 mesmo, assim como a própria Inti Creates queria. Acredito que basear um jogo inteiro em cima de pontas soltas não valeu a pena. Ainda mais quando dito joga não simplesmente corta as pontas soltas, mas sim arranca elas, sem ligar pras deformações que isso causaria. A única ponta solta que foi resolvida de forma legítima foi o Weil, que foi derrotado. Fora isso nós temos um plot super infantil em cima do relacionamento de humanos e reploids e Neo Arcadia literalmente sendo explodida pra fora da saga graças as motivações fundamentalmente bestas de um personagem mal escrito.

...uau. Eu tô me sentindo o Vitor Verde agora, puta merda, enfim, vou parar de falar dessa história porque eu acho que todo mundo já entendeu o meu ponto.

Não tô com disposição pra pensar num título.


Apesar desse título, eu já vou dizendo que a gameplay de Z4 não é ruim e nem nada assim, eu só tô meio bruh depois do rant sobre a história mesmo. 

Mas enfim, a movimentação é perfeita e bla bla bla. A única mudança é que agora o Zero pode se agarrar numas barras que nem em MMX5, mas não da pra ficar deslizando nelas. Já o moveset mudou bastante, apesar do Z-Saber e o Buster estarem a mesma coisa, esse jogo muda bastante a fórmula ao se livrar não só do Shield Boomerang, mas também de qualquer forma de Rod. O que nós temos no lugar disso é a Zero Knuckle, que é de longe a arma mais única e complexa na saga inteira. O lance da Zero Knuckle é que ela da um agarrão em 8 direções, similar a como as Rods atacam nas 8 direções mesmo. Mas, caso você finalize um inimigo com a Z Knuckle, você arranca a arma dele e o Zero pode usar ela. É algo similar a absorção de poderes em Kirby. Existe uma puta variedade de armas, algumas são um buster modificado, outras são como um sabre ou até mesmo um machadão, algumas são um projétil inteiramente diferente e por aí vai, e algumas usam munição e outras são infinitas também. A Z Knuckle é sem dúvida alguma uma arma legal, mesmo que eu não tenha usado ela muito eu admito que é uma ideia bem bacana, é realmente bem mais legal do que o peso morto que é o Shield Boomerang ou então uma Chain Rod da vida. No entanto, a única arma que roubei com a Z Knuckle que eu me vi usando foi o machadão foda mesmo, já que ele dava um dano absurdo e tinha uso infinito. Mas o fato de eu não ter usado ela não provém de um defeito do jogo e nem nada assim, é que eu prefiro bem mais um arsenal consistente mesmo então eu só usei o buster e o sabre, eu assim jogando Kirby também então don't @ me. Mas eu admito que muitas armas que você rouba com a Z Knuckle são bem bostinhas mesmo, mas é de se esperar que as armas dos inimigos mais fracos sejam piores mesmo.

E bem, esse jogo aqui se difere bastante dos outros, já que ele se livrou dos chips elementais, pois é. O sistema de fraqueza em si permanece o mesmo, então eu não vejo isso como um grande problema. Realmente os chips elementais eram meio broken em algumas situações, visto que muitos bosses eram dilacerados com golpes carregados do sabre somados a isso, mas ainda não chegava a ser tão fudido quanto as fraquezas comuns num MMC ou MMX da vida. Mas bem, eu entendo essa decisão, e de qualquer modo a coisa mais interessante mesmo era a adição de elementos e não os chips em si, então eu fico ok com isso. Também é um incentivo a mais pra usar as EX Skills.

As EX Skills retornaram aqui também, mas com uma diferença. Agora você não precisa mais pegar rank alto pra coletar elas, mas sim jogar a fase na versão mais difícil dela, aka na versão com o clima fudido(já falo mais sobre isso). Admito que na primeira vez que joguei esse jogo a uns anos atrás eu achei que o jogo tava me dando aleatoriamente mesmo, que nem as forms em Z2, mas bem, internet existe pra isso I guess. Quanto as EX Skills em si, eu devo dizer que são as que eu menos me vi usando. Nós temos a cesta básica dos golpes de sabre aqui e uns tiros de buster, mas admito que eu não me vi usando boa parte delas. Dos golpes de sabre mesmo eu só usei o a de fogo e a neutra. E a de buster eu só me vi usando a neutra algumas vezes. Fora isso eu só usei elas pra matar bosses mais rápido mesmo, até que eu reparei que isso não valia muito a pena então eu achei preferível lutar normalmente mesmo, pois é. Tem umas tipo as elétricas que são um cu de fazer conectar com o boss vulnerável a elas, então eu só lutei normalmente mesmo porque não tinha a paciência mesmo. Eu só fui sentir a falta dos chips nessa instância mesmo, já que eu percebi que as EX Skills eram bem mais efetivas nas fases do que nas boss battles mesmo. No entanto, eu aprecio a iniciativa de fazer EX Skills serem adquiridas de um jeito mais normal agora, mas eu admito que por consequência isso me fez jogar o jogo de forma bem mais desleixada mesmo e isso acabando fazendo eu não me divertir muito, visto que eu não tava ligando pra Rank. Pois é! Quem diria, no fim das contas senti falta das EX Skills adquiridas por Rank. Mas não entendam isso errado, apesar disso eu acredito que o método de Z4 é muito superior ainda.


O sistema de chips de Z3 continua aqui, mas ele foi alterado. Basicamente, você não pega mais os chips pela fase e nem nada assim, você constrói eles. Ao matar inimigos e explorar a fase você coleta umas partes, e aí você coloca as partes numa ordem específica na Crafting Table no laboratório e você constrói o chip foda. Você pode adquirir receitas conversando com NPCs, e alguns te dão umas dicas em relação a como craftar algo. E quanto aos chips em si? Bem, uns tem efeitos mais únicos tipo dar mais munição pras armas que você rouba com a Z Knuckle. E tem uns tipo o Quick Charge que tem diversos níveis, que são feitos com materiais diferentes e tals. Usando a boa e velha internet eu descobri que depois de jogar todas as fases e estar prestes a peitar o Weil em Ragnarok eu conseguia fazer um chip decente, sendo esse o Quick Charge lv 3 acho, que foi útil pra caralho, mas lol. Não vou cair em cima desse sistema só por causa disso tho, talvez eu tivesse jogado o jogo de mal vontade mesmo, o que eu não duvido. Mas sinceramente, eu não acho esse sistema muito bom mesmo não. Eu tenho bem menos motivação pra explorar as fases como em Z3, visto que eu tenho que achar uma part pra talvez conseguir fazer um chip. E o fato de mesmo depois de eu jogar o jogo, dedicando um pouquinho mais do meu tempo em comparação a uma pessoa normal e só ter o suficiente pra fazer um chip realmente útil foi de fuder. Conheço gente que inclusive zerou o jogo sem fazer chip nenhum mesmo. Z4 quis ser bem diferente ao invés de polir mais ainda o sistema de chip de Z3, algo que dava sim pra fazer, até porque aquele sistema não era perfeito e tinha espaço pra melhoras, visto que uns chips eram meio desbalanceados mesmo, tipo o Shadow Dash, daria pra exigir uma exploração melhor por parte do player ou algo assim, mas nem. E nem tenho mais motivação pra coletar Cyber Elfs também, visto que o sistema mudou.

Agora só existe um Cyber Elf que você pega logo no começo do jogo, E ao longo dele você vai alimentando ele que nem um condenado pra fazer ele evoluir e ficar fodelão. Esse Cyber Elf tem 3 barras que representam as 3 categorias de Cyber Elf, Anima, Hacker, e Nurse. Basicamente tem uma barra de 1 a 10, e você pode escolher quantos pontos você vai investir em cada uma dessas 3 barras. Alimentar o seu elfo e fazer ele evoluir vai não só aumentar a quantidade de barras em cada categoria como também o level máximo dele, já que existe um limite de quantos pontos totais você pode investir. É um explicação bem bosta mas não é como se esse blog tivesse muitos leitores, e eu duvido que você lendo isso aqui não tenha jogado o jogo. Mas enfim, é um sistema simplificado e eu curto isso. Mas esse sistema já havia sido simplificado em Z3, e eu realmente não entendo muito o ponto disso mais. Literalmente o único elemento de gameplay que não foi simplificado foi o arsenal do Zero, já que a Z Knuckle existe. Esse sistema de Cyber Elf mais simples junto do sistema de chips que foi comprometido e das EX Skills mais fraquinhas realmente complica as coisas. Eu entendo que Cyber Elfs eram meio broken mas eles podiam ao menos terem simplesmente nerfado todos eles então mesmo.

Como eu disse antes, Z4 tem um sistema de clima, existem tem 3 tipos de clima que remetem ao sistema de fraquezas elementais do jogo, e cada um desses climas afeta todas as fases. Tem fases que ficam mais fáceis ou mais difíceis dependendo do boss presente ali. É algo bem bacana sem dúvida alguma, e é só isso mesmo. Quero dizer, eu joguei o jogo todo nos climas mais difíceis e só revisitei fase pra grindar umas partes ou então pegar Subtank e não prestei lá muita atenção em nada, então eu realmente não tenho nada pra comentar aqui. 

O level design tá mais básico aqui também, o que é uma pena. Não tem fases tão memoráveis quanto as de Z3 aqui, ao menos na minha opinião. Mas eu diria que são mais memoráveis que uma parcela considerável das de Z2. Os bosses existem também, sem dúvida alguma. E eu gosto deles também, mais que os de Z2 também, inclusive. Mas bem, é isso eu acho. Eu tenho bem menos coisa pra comentar aqui porque, welp, tem bem menos coisa aqui do que em Z3.

A gameplay de Z4 certamente não é ruim e nem nada. Mas eu acho que na tentativa de fazer algo diferente eles só acabaram deixando ela mais fundo ainda na sombra da de Z3, que tinha executado tudo com uma puta excelência. Still, é legal, só é uma pena que tantos aspectos dela tenham sido simplificados e muitas adições sejam desnecessárias.

Bomnito


Os gráficos desse jogo são bem bonitos, como é de se esperar. Não tem lá muito o que falar aqui, acho a Area Zero em especial muito linda e curto pra caralho a cg do Weil todo fudido lá em Ragnarok, é bem expressiva e mostra o quão afiado o estilo do Toru Nakayama pode ser quando necessário, é isso.

E quanto a OST, bem, ela é diferente mas é legal. O lance da OST de Z4 é que assim como o jogo num geral ela não se prende muito as tropes dessa saga. Então é, se você tá esperando encontrar For Endless Fight VI aqui ou então Neo Arcadia VI é melhor tirar o cavalinho da chuva. As synths assombradas reminiscentes de Z1 sumiram também, não tem o techno de Z3 e nem nada assim, e as guitarras de Z2 são mais raras que o normal também. No entanto... alguns temas aqui realmente se agarram a esse tema de esperança, então tem umas melodias bem, esperançosas mesmo eu diria, que usam um piano que diferente de Z1 não é todo melancólico, eu gosto de imaginar que isso foi proposital.

Bem, eu gosto de Esperanto que representa bem o que eu falei ali em cima, assim como gosto de Holy Land, que é um bom remix de Esperanto, é bem diferente dos outros temas da resistência e eu acho isso bem justificável. Gosto de Deep Blue também, assim como gosto de Blaze Down

As minhas favoritas são Fate, que combina perfeitamente com o discurso do Weil. Showdown, que é remix muito bom de Holy Land, realmente gosto de como a melodia foi corrompida aqui. Nothing Beats que é o meu tema favorito de boss nessa saga depois do Crash original. Promise - Next New World que é muito adequado pro tom do final desse jogo, e tem até uma sessão com lyrics que é bem bacana. E a minha favorita mesmo é Falling Down, diferente dos outros temas de final boss dessa saga ele é super agitado e frenético e isso combina bastante com o setting dessa luta final, e um detalhe bem bacana é que ele começa assim que o Zero começa a fazer o discurso dele antes da luta em si. 

Assim como a OST de Z1, essa não é lá uma OST que eu ache muito memorável num geral, mas ela é boa assim. Só é foda que de novo Z4 ficou na sombra de Z3.


Z4 é, estranho, pra se dizer o minimo. A existência dele gira em torno de pontas soltas que a Inti Creates pretendia deixar do jeito que tavam e o resultado foi isso aí, um jogo com uma história não muito funcional e uma gameplay bem inferior a do seu predecessor, que tentou ser tão diferente dos outros que acabou meio que sem sal, apesar de ser boa ainda. E eu diria que o mesmo se aplica a trilha sonora. Pois é.. vou ser sincero com vocês, enquanto eu enrolei um pouquinho pra terminar Z2 e Z3 por preguiça mesmo, eu realmente pretendia terminar eles e tals, e eu queria jogar mais deles também. Z1 eu tive que terminar tudo de uma vez porque, bem, Z1. E a minha experiência com Z4 sem dúvida alguma foi mais próxima da de Z1 do que qualquer outra coisa. Não é um jogo ruim obviamente, mas depois que eu joguei um pouco eu não só enrolei pra zerar por conta da minha preguiça como também pelo fato de eu não ter vontade de continuar mesmo. Não quero dizer que esse jogo drenou a minha energia vital como um Eternal Punishment da vida, mas eu realmente tava indiferente demais em relação a ele a ponto de sentar e terminar tudo de uma vez logo, por saber que eu iria continuar enrolando pra sempre se eu não fizesse algo a respeito. Eu acredito que a qualidade da saga siga essa ordem aqui: Z3>Z4>Z2>Z1. Mas de forma inteiramente subjetiva mesmo eu acho que é Z3>Z2>Z4>Z1. O que é uma pena, mas eu não consigo justificar a existência desse jogo, e apesar de ter os seus defeitos eu ainda acho Z2 um jogo bem mais "carismático". Z4 é bem deslocado da experiência de MMZ num geral, e isso se deve a razão da sua concepção mesmo.

Well... essa maratona foi sem dúvida alguma algo. Foi legal revisitar esses jogos e mudar um pouco a minha opinião, é triste que eu tenha passado a gostar menos de Z1 e Z4, mas eu passei a respeitar bem mais o Z2 e só passei a gostar mais ainda de Z3, então eu diria que valeu a pena o investimento. Apesar do critério em relação aos jogos separadamente ser "meio a meio", eu tenho mais respeito por essa saga num geral, como um conjunto mesmo, e consigo enxergar sim o motivo de tanta gente adorar essa saga. O que sem dúvida alguma é algo. Mas enfim, eu sou o Otenko e agora eu vou atirar em Neo Arcadia, té mais.















 

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Mega Man Zero 3

 


Enrolei pra fazer esse post assim como o outro, mas dessa vez eu não tenho desculpa nenhuma, eu só tava com preguiça mesmo. Com isso dito, eu devo dizer que eu tava até que bem ansioso pra escrever esse post aqui, na verdade, quando eu fui rejogar os jogos dessa saga eu só tava querendo jogar esse aqui logo, e inclusive pretendia só fazer post dele e de Z4 mesmo, visto que eu não ligava o suficiente pros outros jogos pra isso. Mas bem, eu acabei fazendo mesmo assim e cá estamos nós.

Até mesmo na época em que eu odiava MMZ com toda a minha alma eu olhava pra Z3 e dizia "Nah, esse aqui é foda mesmo", e isso parece valer pras outras pessoas também. Então já da pra ver que a reputação desse jogo é bem boa. Mas bem, não vou mais enrolar, vou falar logo do jogo.

Isso aqui é bom!


A história começa com o Zero, Ciel e uns soldados aleatórios da resistência investigando a queda de uma nave bizarra. Após casualmente mandar todos calarem a boca o Zero vai investigar mais a fundo, até que ele se depara com o Harpuia que veio ali fazer o mesmo, ele diz que dessa vez vai deixar a resistência de boa, e só diz pra eles meterem o pé dali imediatamente, e depois ele vai embora. O Zero taca o foda-se e vai lá mesmo assim, no fim da fase ele se depara com o Fefnir e a Leviathan apanhando pra caralho de um reploid gigantesco chamado Omega, que pelo visto havia sido exilado de Neo Arcadia há 100 anos. No momento que o Zero chega ambos arregam e aí cabe a ele derrotar o bichão, porém, logo após o Zero incapacitar o bicho o mesmo levanta todo fodão, até que o Harpuia chega e deixa ele incapacitado de novo. Até que o vilão desses dois últimos jogos, o Weil dá as caras, e ele não está sozinho, o maior cuck de toda a franquia, Copy X está presente ao lado dele. Aí o Copy X manda o Harpuia parar com essa merda e diz que a partir de agora Neo Arcadia vai trabalhar ao lado do Weil, apesar do mesmo ter sido banido dela 100 anos atrás junto com o Omega. Aí se inicia uma corrida em busca dos Baby Elves e da Dark Elf, que haviam sido libertados no jogo anterior.

Durante as missões o Zero acaba trombando com os Baby Elves fazendo as suas peripécias, porém, Weil já estava um passo adiante dele e leva eles embora. E após derrotar os primeiros 4 bosses o Harpuia conversa com o Copy X sobre a índole do Weil, porém, sendo o beta cuck que ele é o Copy X só manda o Harpuia tomar no cu mesmo, e aí o Weil aparece dizendo que ele localizou a Dark Elf, ela tá numa área residencial humana ai, e o Weil sendo o filho da puta que é simplesmente manda um míssil com o Omega dentro pra lá. O Zero tenta interceptar o míssil mas falha miseravelmente. Com isso o Omega chega lá, e os Baby Elves convencem a Dark Elf a se fundir com o Omega pra meter a porrada no Zero, visto que o mesmo lutou contra eles a uns instantes. Aí o Harpuia chega pra tentar salvar o dia mas apanha pra caralho até ficar inconsciente, e então a resistência transporta ambos de volta pra base.

Lá na base, o Cerveau começa a fazer manutenção no Harpuia que tava todo fudido, mas aí o Copy X liga pra base da resistência, alegando que o Zero é um filho da puta que mijou na namorada dele está na hora de acabar com esse conflito besta. Ele diz que eles já tem a Dark Elf e foda se, e que caso a Ciel entregasse o Ciel System (a fonte de energia renovável que ela completou pouco antes desse jogo) á Neo Arcadia ele iria garantir a segurança da resistência. Mas aí a Ciel manda ele se fuder, alegando que ela não confia nem um pouco nele, ainda mais depois deles terem tacado a porra de um míssil numa área residencial só pra capturar a Dark Elf. Então o Copy X fica puto e começa um ataque á base da resistência. Após o Zero derrotar esses 3 bosses especiais ele finalmente pode ir peitar o Copy X de frente, algo que ele faz. E depois de enfiar o sabre no cu dele pela segunda vez o Copy X fica puto e tenta usar o Armed Phenomenon pra acessar a sua forma de arcanjo, porém o X verdadeiro chega lá e diz pra ele não o fazer, mas ele taca o foda-se e faz mesmo assim, e com isso nós é revelado de que havia uma bomba que o Weil implantou no corpo dele, cujo a condição de ativação era justamente essa, aí o Copy X seca e explode. Antes que todos possam processar o que aconteceu o Weil faz uma transmissão pra toda a Neo Arcadia, e nós é revelado de que isso tudo foi um plano dele pra tomar a posse de Neo Arcadia de forma legal, visto que ao se aproximar do Copy X ele ganhou esse direito, e não só isso, mas também voltou a população de Neo Arcadia contra o Zero e a resistência, considerando que assim como toda boa ditadura a morte do Copy X em Z1 havia sido mantida em segredo, porém essa em Z3 tinha sido transmitida para toda a população. 

Após o Zero derrotar outros 4 bosses o Harpuia acorda, e após termos um dos diálogos mais engraçados da franquia ele vai embora, pouco depois de mandar o Zero e a resistência tomarem no cu por terem ajudado ele, assim como uma boa tsundere. E com isso a resistência analisa toda a informação que o Zero coletou sobre o Weil na livraria abandonada em uma das 4 missões. Com isso nos é revelado tudo que ocorreu entre Mega Man X e Mega Man Zero; Após os eventos da Saga X a Mother Elf foi criada, um programa capaz de alterar e manipular qualquer forma de tecnologia, com isso, Mega Man X, que agora tinha um cargo político propôs com que eles usassem a Mother Elf pra deletar o Maverick Virus do mundo e curar todos os mavericks, já o Weil propôs com que eles fossem além e usassem os poderes dela pra fazer com que todos os reploids fossem controlados, pra garantir que eles sejam servos fiéis á humanidade. O plano do X foi o escolhido e com isso o Sigma Virus foi pra puta que pariu, finalmente. Depois de um período de uma breve paz o Weil foi lá e corrompeu a Mother Elf, assim criando a Dark Elf, não só isso, mas também criou os Baby Elves usando a mesma como base. E com a ajuda do Omega ele fez uma retaliação contra o mundo, se vingando de geral, aí o Zero acordou da sua sonequinha e foi ajudar o X. Isso deu inicio as Elf Wars, onde novos Cyber Elfs foram desenvolvidos, agora com o propósito de batalha pra combater o Weil. Apesar de ter durado apenas 4 anos essa foi a guerra mais fudida em toda a história do planeta, acabando com 60% da população humana e com 90% dos reploids, além de fuder pra cacete a superfície do planeta, que já não tava lá muito bem. No entanto, o X e o Zero acabam com o Omega, e o Weil se fode. O que o Weil fez foi tão, mas tão ruim que ao invés dele simplesmente ser sentenciado a morte, a mente dele foi digitalizada e colocada num corpo mecânico imortal, e ele e o Omega foram exilados para o espaço, para sofrerem as consequências de seus atos por toda a eternidade. Após isso, o Zero resolve se hibernar novamente. 

E de volta ao tempo presente, logo após essa descoberta o Weil ataca a base da resistência por de dentro. Manipulando a mente de todos os reploids ali presentes, visto que ele havia finalizado todas as preparações pra finalmente pôr o seu plano de controlar reploids em ação. Mas aí o chad absoluto Mega Man X aparece e usa os poderes dele pra livrar e proteger todos os reploids da base, com isso, a resistência faz as preparações pra derrotar o Weil. Com isso o Zero vai até Sub Arcadia e literalmente mata os Baby Elves, pois é. E depois ele vai lá no laboratório do Weil botar pra fuder.

Após derrotar as duas formas do Omega, nós é revelado de que o corpo que o Zero estava usando durante essa saga inteira era na verdade uma cópia. E que o corpo verdadeiro dele, que havia sido selado para estudos foi roubado pelo Weil e está sob a posse de ninguém mais, ninguém menos do que Omega, o exilado. E com isso o Zero e o Omega Zero caem na porrada, após derrotar o Omega Zero, a Dark Elf aparece pra tentar recuperar o mesmo, porém a sua tentativa é frustrada pelos guardiões de Neo Arcadia e pelo X que aparecem pra ajudar, e com isso, o Zero da o golpe final e derrota o Omega Zero de uma vez por todas. 

A explosão é devastadora, e todos os 3 guardiões correm pra proteger o Zero da mesma, e morrendo no processo. Assim como no final de Z1, Zero se encontra inconsciente, e X vem conversar com ele. Ele diz que a sua energia está finalmente acabando e que ele não vai poder permanecer nesse mundo por muito tempo, e então ele diz pro Zero que a ameaça que o Weil representa ainda assombra esse mundo, e ele pede pra que por favor o Zero acabe com ela, e com isso, num paralelo com aquela cena de MMX1, o X diz que o Zero consegue fazer isso, e com isso a sua energia acaba de vez e ele acaba falecendo também.

Com isso, o Zero acorda todo fudido na base da resistência, e percebe que a Mother Elf havia carregado ele até ali, após isso ela vai embora. E a Ciel diz pro Zero que o corpo não importa, mas sim a alma dele, que é de fato alma do verdadeiro Zero (insira a risada do JJJ aqui), e aí o Zero surpreendentemente agradece a Ciel, e diz que ele é o Zero.


Como da pra ver, esse resumo foi bem maior que os outros. E isso é porque a história de Z3 é bem mais completa que a dos outros MMZ, e MMX também. Tem muita coisa acontecendo nesse jogo, Jesus Cristo! E não só isso, mas tudo melhorou consideravelmente nela também, coisas como a escrita e tudo mais. É sem dúvida alguma a história mais completa presente em qualquer Mega Man do gênero plataforma, junto da de ZX Advent. E sinceramente, se essa história sofresse umas pequenas mudanças que eu já vou falar em breve eu diria que ela seria facilmente a minha história favorita não só dentro dessa franquia mas de jogos num geral mesmo. Claro que ela não é super absurda e repleta de temas ou então desenvolvimento de personagem foda como algum RPG picudo da vida, mas eu diria que como uma história de um platformer isso aqui é bem mais competente do que devia ser, é o tipo de história que tá constantemente se movendo e eu gosto disso, não só isso mas teve sim os seus momentos, como os guardiões se metendo pra peitar o Omega Zero e a morte do X. Normalmente jogos de Mega Man tem fase introdutória, e aí na metade do jogo uma fase que faz a história andar, e aí o resto fica pro final mesmo. Já Z3 tem coisa relevante acontecendo até mesmo nas fases, e por ser mais longo tem mais coisa acontecendo, além da estrutura mais engenhosa que ele utiliza mesmo. E eu acho esse feito mais impressionante ainda quando você percebe que Z3 é, apesar de tudo, um platformer de fodendo Game Boy Advance, ele não é um jogo de console de mesa e nem nada assim, e ele nem era a "principal atração" da franquia Mega Man no momento, mas apesar disso esse jogo chega e bota pra fuder, tendo uma história bem mais completa do que os jogos da era de PS1 e até mesmo PS2.

E ela fez um bom trabalho com os personagens também. O retorno do Copy X nesse jogo realmente tornou ele um personagem bem melhor, na realidade, eu não teria falado tanto sobre ele quanto eu falei no meu texto de Z1 se não fosse graças a o que deu pra tirar sobre ele nesse jogo. E eu diria que isso se aplica parcialmente ao X também.

É bem foda ver os guardiões finalmente escolhendo o lado em que eles realmente acreditam também, em Z2 a gente viu um pouco disso com o Harpuia e aqui em Z3 isso ficou bem mais evidente, a ponto de todos os 3 se sacrificarem pelo bem do Zero. O Harpuia no inicio do jogo encurralando a resistência só pra mandar eles caírem fora foi um detalhe bem fofo também, e eu realmente gostei do diálogo entre ele e o Zero na resistência, apesar de eu achar ele hilário é bem legal ver o Harpuia agindo que nem tsundere apesar de estar bem claro que eles já formara uma aliança a essa altura. E o Phantom retornou aqui como um boss secreto no Cyberspace também, foi bem legal ver ele usando do próprio senso de justiça pra julgar o Zero como alguém que não merece o título de herói, após ter descoberto toda a backstory dele lá no Cyberspace, só esse momento pequeno me fez gostar bastante do Phantom a ponto dele ser o meu guardião favorito após o Harpuia, é bem foda que após ele ser derrotado ele admite que talvez o Zero de fato tenha o necessário pra se tornar um herói. Tudo bem que isso tudo são apenas uns diálogos que ocorrem antes e depois da luta, e da pra considerar meio tosco o Phantom mudar de ideia tão rápido, mas essa é literalmente a única aparição dele aqui então eu acho válido. 

E também tem o Weil aqui, que é um dos meus vilões favoritos de Mega Man, possivelmente o meu segundo favorito mesmo. O Dr Weil é basicamente uma reiteração do Dr Willy, porém num contexto mais sério. Assim como o Willy o Weil enxergou as máquinas como ferramentas que deviam servir á humanidade e foi julgado por isso. E em retaliação a tudo isso ele resolveu se vingar. Depois de ver vários vilões revolucionistas, como o Sigma, Copy X, Elpizo e até mesmo vilões posteriores como o Lumine e o Serpent, é bem legal ver um vilão que não quer mudar o mundo, mas sim se vingar dele. Eu realmente gosto de como após julgar reploids como máquinas a própria raça humana desprezou o Weil, e isso fez ele querer fuder literalmente todo mundo, e não aquela bullshit de "Fuck you in particular", o Weil é deplorável e essa é a intenção mesmo, ele é só um cara que quer estar no controle de tudo, ele não justifica os atos dele com ideais nobres, na verdade, como ele mesmo diz "Ideais não prestam!". Z4 viria a focar um pouquinho mais no Weil, onde ele iria fazer o discurso de repúdio á toda a população da Terra e revelar a sua vingança suprema: Fazer com que todos sofram pela eternidade assim como fizeram com ele. O que é algo bem compreensível considerando que de fato, a punição que Neo Arcadia deu pra ele foi bem exagerada, ao invés de resolver tudo e sentenciar ele á morte eles criaram uma punição pior do que isso por pura retaliação aos atos dele, e por consequência disso eles só prolongaram o sofrimento de todo mundo até o final da Saga ZX.

E eu adoro a cena da morte do X também, ok, ninguém realmente morreu aqui, só foi pro Cyberspace. Mas ainda assim eu gosto bastante dessa cena, depois de tudo que rolou eu imagino que o X se sinta um merda fracassado então ver ele finalmente poder descansar é bem gratificante. E eu adoro como essa cena não só tem uma rima visual com o final de Z1, como também é um paralelo bem bonito com a primeira cena de MMX1, só que dessa vez é o X que tá motivando o Zero. Tudo bem que isso seria bem mais impactante se o Zero de MMZ não fosse, vocês sabem, desse jeito, mas apesar de tudo eu realmente aprecio a intenção e eu tô disposto a deixar isso de lado pra apreciar a cena pelo o que ela é.

No entanto, eu ainda tenho umas reclamações em relação a essa história sim. Algumas coisas que eu citei como o plano do Weil ou até mesmo a morte dos guardiões de Neo Arcadia são algo que você só vai saber através de fontes externas, como audio dramas e tudo mais. E isso é realmente triste pra cacete, não custava nada pelo menos ter UMA menção ao plano do Weil em algum diálogo aí dentro do jogo, o jogo diz que ele e o Omega foram exilados de Neo Arcadia e os caralhos mas a gente nem sabe o motivo exato disso. E não só isso, mas podia pelo menos ter feito todos os 3 guardiões se moverem pra frente do Zero enquanto o Omega começava a explodir ou coisa assim, não era lá impossível porque não precisava fazer nenhuma animação nova pra isso. É realmente bem bizarro ver que coisas tão importantes assim pra história sequer estão presentes no jogo em si.

Outra coisa meio meh é que esse jogo tem uma puta cara de conclusão mas ainda existem pontas soltas, tipo o Weil solto por aí. O pior é que esse jogo de fato seria a conclusão definitiva mas a Capcom foi gananciosa e forçou a Inti Creates a fazer o Zero 4. E realmente, considerando como Z4 é bem desnecessário no grande esquema das coisas, é preferível que tivessem removido uma das formas do Omega pra dar lugar a uma luta contra o Weil, nem faria tanta diferença porque o plot twist do Omega usando o corpo original do Zero não tem tanto impacto assim então não precisa ser algo que fica reservado pro finalzão. Mas eu entendo que uma luta contra o Weil no final iria fazer as coisas serem meio rushadas, mas um jogo inteiro dedicado exclusivamente pra derrotar o Weil faz as coisas serem meio arrastadas, mediante a esse dilema eu iria preferir ter rushado mesmo.

*Sessão onde eu me empolgo e acabo alterando um pouco a história*

Agora a minha outra "reclamação" gira em torno do Zero. Sim, eu já falei que o Zero é um personagem ruim e bla bla bla, não tô afim de chutar cavalo morto aqui, mas o meu ponto é que a história desse jogo perdeu uma baita oportunidade de converter isso em uma qualidade, veja bem: Como eu já tinha dito no meu texto reclamando sobre o Zero, o protagonista de MMZ inicialmente nem ia ser o Zero, mas sim um cara extremamente parecido com ele, até que o Inafune foi lá e pediu pro Zero ser o protagonista do jogo. O que me leva a crer que aquela cena em Z1 onde o Zero dizia pra Ciel "E se eu não for esse tal Zero de que você tá falando?" não existe por motivo algum, mas sim algo que o protagonista original (Totally not Zero) iria de fato falar em algum momento mesmo. Bem, todos nós sabemos que o Zero em Z1 sofreu uma mudança drástica na sua personalidade, e como eu também já havia dito, essa personalidade provavelmente era a personalidade do Totally not Zero que foi reciclada, e que a amnésia serviu como uma desculpa pra justificar isso. Agora imagine, e se, agora em Z3 fosse revelado de que, de fato, esse não era o Zero? E se de fato o Omega Zero fosse o Zero verdadeiro que falhou em escapar do seu destino e se tornou uma máquina de destruição? E se o X simplesmente tivesse mentido pra resistência ao dizer que aquele era o Zero, só pra manter a esperança de todos? 

"Isso aí não ia fazer sentido algum!"

Evidentemente a narrativa iria sofrer alterações pra que isso pudesse ser implementado sem gerar nenhum plot hole. Céus, quando o eles descobriram que X6 estava sendo feito eles tiveram que mudar a história de Z1 na correria só pra não dar merda, é algo que certamente não seria impossível.

E como eu já disse, isso iria simplesmente elevar a história desse jogo pra outro nível, e seria sinceramente a minha história favorita dentro dessa franquia inteira. De repente a mudança drástica na personalidade do Zero ou então o fato dele ter ficado inexpressivo não seriam defeitos, mas sim um foreshadowing disso tudo. Faria sentido o Zero não se importar com a morte do X lá em Z2, afinal de contas ele não conhece realmente o X. E não só isso, mas isso iria complementar perfeitamente a intenção dos personagens do X e do Zero.

O X é uma variável, o Dr Light criou o X sabendo muito bem disso, ele mesmo reconhecia que o X poderia vir a se tornar uma ameaça, mas ainda assim ele acreditava que o X seria a esperança do mundo inteiro. No entanto inúmeras duplicatas dele foram criadas e isso tornou o mundo um caos, devido a influência de um temível vírus, e não só isso, mas o guerreiro que deveria lutar em prol do futuro acabou fracassando, ele perdeu completamente a vontade de lutar, e ele só guerreava e guerreava por nenhum motivo aparente, e no fim ele se sacrificou pelo bem de todos, um sacrifico que só trouxe uma paz temporária, visto que novos conflitos surgiram, e a reputação de herói lendário que ele havia conquistado foi manchada por um impostor, uma cópia imperfeita que reescreveu a imagem dele pela de um ditador. A variável tomou um rumo não muito glorioso.

Em contrapartida, nós temos o Zero, que desde a sua criação foi feito para ser uma máquina de destruição com nenhum proposito além de trazer caos pro mundo, em retaliação as injustiças que o seu criador acreditou ter sofrido. Zero é imutável, independente de tudo o Dr Willy queria que o Zero permanecesse uma máquina de destruição, a ponto de implantar um vírus poderoso nele com o propósito de controla-lo. Apesar de tudo que aconteceu em MMX, apesar do Zero lutar bravamente contra esse destino imposto nele, a ponto de morrer feliz em MMX5, sabendo que com ele fora do mapa o mundo finalmente se tornaria um lugar melhor, ele não conseguiu escapar desse destino. Ele foi revivido, e mesmo após constantemente se selar pelo bem de todos ele eventualmente voltou a ser o que era, uma máquina de destruição, que inclusive estava sob a posse de um homem que compartilhava das mesmas ambições do seu criador. A imutável, como era de se esperar, não conseguiu fugir do seu destino.

E enquanto ao Zero de MMZ? Bem, desde quando ele acordou ele tinha que, assim como o Copy X, impersonalizar alguém com uma reputação gigantesca, alguém que tinha o status de um herói lendário. Porém, assim como o Copy X o Zero seria um fracasso, mas não pelos mesmos motivos. Ele iria se tornar a espada que seria empunhada pelos ideais da Ciel, e com isso ele iria lutar em favor da justiça, lenta mas certamente livrando o mundo do caos e da opressão que o Copy X impôs. Até que ele descobre a verdade, ele de fato era apenas um impostor, mas... no fim ele descobre que talvez ele possa adicionar algo ao legado do nome "Zero", e que talvez ele seja mais digno de carregar esse título de reploid lendário do que o seu predecessor.  

Como eu disse, alterações na lore e no plot em geral seriam necessárias pra implementar isso, visto que se a única mudança feita for a do Zero de MMZ ser uma cópia isso iria gerar uns plot holes. No entanto, isso iria complementar perfeitamente a história e iria levar os personagens do X e do Zero na direção que eles foram criados para tomarem, não venham dizer que eu tô viajando porque isso é bem óbvio. Tem até um design document de MMX1 que mostra que desde então eles já tinham planejado que o Zero seria o paciente número zero do vírus e que ele seria uma criação do Dr Willy. E em MMX5 que deveria ter sido a conclusão da Saga X o Zero morre logo após falhar em fugir do seu destino. Outra alternativa que eu imagino que as pessoas iriam preferir seria aquela onde o Copy X na verdade seria o X original. No entanto, apesar de eu curtir um pouco essa, eu prefiro bem mais essa aqui, visto que ela é mais "íntima" e tenta trabalhar na dualidade que esses dois personagens deviam ter, mas que acabou sendo perdida por causa de uma penca de enredo mal escrito. Don't @ me. 

Mas enfim, eu só resolvi botar as ideias aqui pra exemplificar o quão bem isso teria feito pra história num geral, é, a minha maior reclamação em relação a história de Z3 é o que ela poderia ter sido, e não algo de fato presente nela.

*Fim da sessão*

Apesar de parecer que isso foi uma puta reclamação, não é. Quero dizer, de fato seria melhor se fosse assim e eu iria gostar muito de viver numa linha do tempo onde isso de fato aconteceu, mas como eu disse, a história de Z3 já é bem boa por si só, e é facilmente uma das melhores dentro da franquia pelos seus próprios méritos. 

Puta que pariu meu irmão!


A movimentação do Zero é a mesma de Z1 e Z2, visto que não é impossível melhorar a perfeição. O moveset dele continua o mesmo de Z2 também, porém a Chain Rod foi pra puta que pariu e foi substituída pela Recoil Rod. A Triple Rod eu achava divertidinha e usei umas vezes, a Chain Rod eu só usei quando o jogo me obrigava, já a Recoil Rod... puta merda! Ok foda-se, eu admito. Talvez eu tenha usado a Recoil Rod mais do que o Buster Shot. A Recoil Rod pode atacar em 8 direções assim como todas as rods, e a propriedade especial dela é que quando carregada ela da um impulso pélvico absurdo, que literalmente arremessa não só os inimigos, como o próprio Zero pra longe. Isso mesmo, se você usar a Recoil Rod carregada e segurar pra baixo o Zero ataca o chão e se propulsiona pra cima feito um foguete, e isso inclusive funciona caso você use ela num inimigo que estava embaixo. Arremessar Shield Attackers pra longe com a Recoil Rod é uma das coisas mais satisfatórias que eu já vi nessa saga inteira, e algo bem legal também é que inimigos arremessados podem cair em cima de outros inimigos e matar eles. A Recoil Rod é estupidamente boa, não só como uma arma mas também como uma ferramenta, ela é muito vantajosa em platforming, te permitindo usar até mesmo inimigos como plata formas, e ela é extremamente eficaz pra garantir que o Zero pouse de forma segura, visto que é só usar o golpe carregado pra atacar qualquer inimigo que apareça embaixo, algo que as outras rods não podiam fazer direito porque o ataque carregado era aquele ataque giratório lá, que nessa situação só iria te fazer levar dano de graça. Enfim, a Recoil Rod é surpreendentemente muito boa. O Shield Boomerang continua bem meh, mas tem uma EX Skill que permite com que ele fique orbitando ao redor do Zero que deixou ele bem mais útil.

No entanto, nem mesmo a sensação de arremessar Shield Attackers pra fora da tela consegue superar a sensação que de, abrir o jogo, jogar a fase inicial, e perceber que o sistema de levels foi removido completamente do jogo. Por fim o meu arqui inimigo foi derrotado, e ele nunca mais será visto novamente. Z3 se torna uma experiência bem mais prazerosa que os seus antecessores logo de cara por causa disso aí, é realmente muito bom. 

Diferente do sistema de levels, os chips elementais retornaram. Como é de se esperar, eles são bem daorinhas aqui também, e uma coisa legal é que eles tem mais instâncias onde eles interagem com as fases nesse jogo. Em Z2 eu me lembro de que o único que fazia algo assim era o chip de fogo, derretendo gelo mais facilmente ou então queimando umas árvores. Mas em Z3 até mesmo o chip elétrico faz coisa assim, eletrizando aquela fábrica lá e acendendo as luzes. É um detalhe legal sem dúvida alguma, mesmo que não ocorra tão frequentemente assim. As EX Skills voltaram aqui também, e assim como em Z2 algumas delas só usam todo o seu potencial quando aliadas ao respectivo chip elemental do boss de onde elas vieram. Em Z2 eu não gostava muito disso e aqui em Z3 continuo achando o mesmo, mas foda-se também. Num geral eu gosto bastante das EX Skills que tão presentes aqui, tem a cesta básica que são os golpes de sabre que o Zero tinha em MMX4 e também tem umas bem daorinhas, tipo a que faz com que o Buster atire o dobro de projéteis, porém cada um sai num ângulo diagonal em relação a pistola. Tem só é uma pena que a Recoil Rod só tem uma EX Skill, que é um combinho bem meh, seria podiam ter aniquilado aquela EX Skill merda de fogo pro Buster e dado algo pra Recoil Rod, mas bem não da pra ganhar todas I guess. E como é de se esperar, o requisito pra adquirir as EX Skills permanece sendo o mesmo, pegar Rank A ou S. Mas como eu já disse, tô jogando pela versão da Legacy Collection então o Save Assist deixa isso muito melhor, então eu não realmente ligo. E na verdade, Z3 foi a primeira vez onde eu legitimamente me diverti mesmo, justamente por causa desse requisito, diferente de Z2 eu não via isso como uma inconveniência, mas sim como um desafio extra legalzinho que eu tava disposto a fazer, claro, algumas EX Skills não valem o esforço, mas num geral eu gosto das que estão presentes aqui nesse jogo. E mesmo se você realmente não tiver paciência pra pegar Rank A numa fase, você pode simplesmente usar um Cyber Elf pra isso e foda-se.

O sistema de forms de Z2 foi removido, o que é uma pena mas fazer o que. No lugar dele chegou o sistema de chips. Basicamente, durante a gameplay você vai coletar uns chips aí, eles droppam de inimigos, ficam por aí pela fase como coletáveis, e alguns são recompensas garantidas ao derrotar certos bosses. Dentro de chips você pode obter várias coisas, tipo Cyber Elfs, E-Crystasls, e o principal atrativo, partes customizáveis pra você equipar no Zero. Essas partes são chips especiais que você equipa em 3 slots no corpo do Zero, no capacete, no tronco e nas botas, respectivamente. E tem uns com umas habilidades bem úteis, tipo pulo duplo (Insira piada sobre o jogo não precisar de pulo duplo aqui), Auto Charge, que carrega as armas automaticamente, o Absorver que remove knockback, e o lendário Shadow Dash que permite com que durante todos os frames do dash o Zero fique invencível, efetivamente fazendo ele ser capaz de atravessar inimigos e projéteis com o dash dele. Isso da uma customização bem bacana pro Zero, e é bem legal ver como a exploração do jogo melhorou por causa disso, é um incentivo bem bacana pra explorar as fases e coletar chips por aí, amplificando a exploração que eu achava negligenciável nos outros jogos. 

Só é uma pena que o sistema de forms tenha sido removido completamente pra dar espaço a isso, quero dizer, se tivesse as forms e o sistema de chips a customização iria ficar do caralho. Eu iria bem foda isso, mesmo que as forms fossem reduzidas á apenas modificações nos stats do Zero. Mas bem, fazer o que, de qualquer forma, o sistema de chips é bem legal. E eu gosto de como todos os 4 bosses finais te dão algum chip, é uma recompensa daorinha por derrotar eles.


Os Cyber Elfs retornaram também, e o sistema sofreu umas mudanças. Basicamente, existem 2 tipos de elfos agora, os Sattelites e os Fusion. Os Fusion são os Cyber Elfs porra louca que a gente tá acostumado, aqueles que elevam o Rank do Zero pro A, transformam inimigos em Mettaurs, cortam HP do Boss na metade e etc etc. Já os Sattelites são um novo tipo de elfo que tem um efeito passivo, eles ficam flutuando ao lado do Zero e exercem a função designada a eles, eles são mais itens equipáveis do que qualquer outra coisa, sendo possível equipar até 2 simultaneamente, eles também são renováveis e não são consumíveis como os Fusion. Alguns elfos conhecidos dos jogos passados se tornaram Sattelites, um exemplo é aquele que fica atirando projéteis nos inimigos, e aquele que ocasionalmente droppa Life Ups pro Zero coletar e recuperar um pouco do HP. A maior vantagem dos Sattelites é que eles não diminuem o Rank do Zero ao serem utilizados, isso mesmo, agora é possível manter Rank alto e utilizar Cyber Elfs simultaneamente, quem diria! Essa é uma mudança bem bacana, realmente haviam uns Cyber Elfs que eram básicos demais pra eu char justificável o Zero sofrer uma penalização ao usar eles, tipo aquele que saia atirando mesmo, ele mais atrapalha do que ajuda em algumas instâncias então eu não sei porque que ele penalizava o povo. Embora eu não tenha usado muito os elfos, eu acabei usando numas instâncias, inclusive usei na luta final, mas não fez muita diferença porque ela era bem mais fácil do que eu lembrava.. Mas bem, o importante é a intenção. Então é bem legal isso ainda assim.

Uma outra adição desse jogo é o Cyberspace. Sim, aquele Cyberspace de X4 e X5, o Omega é tão mais tão forte que só a presença dele causa fraturas que permitem com que o Cyberspace seja acessado de boa. Ele se manifesta como uma porta verde que tá por aí nas fases e você pode entrar. Ao fazer isso a fase toda fica verde e ela sofre leves alterações que deixam ela mais fácil, tipo remover um inimigo ou dois, e não só isso, mas alguns elfos que você tem se ativam de forma automática e sem pena alguma, tipo aqueles que aumentam o seu HP e tals, no entanto, você não pode passar a fase toda no Cyberspace, visto que essas são sessões seletas que existem pela fase, então não tem nada disso de ir enfrentar um boss no Cyberspace todo fodelão. Bem, essa é outra adição bem legal, ela deixa o jogo mais fácil pra quem precisa, e por não ter penalização alguma isso alivia bastante a barra do pessoal que só tá afim de pegar Rank alto pra pegar EX Skills mesmo, é certamente algo bem bacana que eu sem dúvida alguma aprovo. A versão de Legacy Collection deixou bem mais de boa pegar Rank alto sem vender a sua alma pro jogo, mas o Cyberspace em Z3 fez isso também no lançamento original, e isso é uma atitude bem bacaninha, deixando as partes mais chatinhas da fase mais tranquilas enquanto o player pode focar nas sessões que realmente importam, e no boss em si.

O level design melhorou bastante também, de cheap hits que tomei nesse jogo eu só lembro da primeira sessão da fase do vulcão e de uns inimigos filhos da puta lá na fase de deserto, mas fora isso tá tudo bem suave, claro que deve existir mais alguns mas não é o suficiente pra eu conseguir me lembrar, o que já diz bastante sobre essa melhora. E de abuso de espinhos de forma desgraçada eu só lembro da fase do Childre Inarabita, que é uma fase bem meh num geral então eu só atropelei mesmo, mas o fato de não ter mais nada assim no resto do jogo é bem legal, quero dizer, existe a Area X2 mas os espinhos nela estão quase sempre visíveis, e mesmo quando não tão é bem fácil você adivinhar onde eles estão, então eu acho aquela fase bem inofensiva apesar dela parecer ameaçadora por causa disso. E bem, a qualidade do level design não melhorou por si só, no sentido de ter ficado mais polido, mas ele ficou mais diversificado também, bem mais. Tem fases que são bem distintas aqui, e com umas gimmicks bem daorinhas, ou então elas só são estruturadas de uma forma bem diferente mesmo, tipo a livraria, um monte de gente acha uma merda mas na versão de Legacy Collection ela é tão suave quanto uma brisa, então meh. E eu achei bem mais divertido me adaptar a diversas sessões de level design aqui pra pegar rank melhor do que em Z2, o que é sem dúvida alguma algo. 

Os bosses melhoraram bastante também, você não vai ter nenhum boss patético tipo aquele de gelo em Z1-- Ah, na verdade ele tá no jogo sim, e ele continua tão patético como sempre, mas tirando ele você não vai ver outro boss nesse nível não. E também não tem nenhum que é demasiadamente absurdo pra etapa em que ele tá que nem o Phoenix Magnun de Z2. No entanto, é bem triste que o final boss seja fácil do jeito que é, imagino que eles fizeram isso porque ele tem 3 formas, mas acho que nem faz lá tanta diferença considerando que a primeira e a segunda forma já são naturalmente bem fáceis, bem, fazer o que. Mas num geral, gostei bastante dos bosses aqui.

Como da pra ver, Z3 poliu pra cacete a gameplay dessa saga num geral. Tornou tudo bem mais suave e lisinho, e eu realmente admiro isso. Eu já achava a gameplay bem boa na versão original e aqui na Legacy Collection os defeitos mais chatinhos praticamente sumiram. Diria que assim como na história, o maior defeito é o que não está presente aqui. Mas nesse caso eu taco o foda-se mesmo porque a gameplay tá muito boa de qualquer jeito, na verdade ela tá bem incrível pra ser sincero, você realmente consegue ver como tudo evoluiu até aqui, a ponto de chegar nesse estado quase que absoluto. 

For the best OST/Gráficos


Os gráficos de Z3 são bem bonitos, assim como nos outros aspectos tudo tá bem mais polido e mais bonitinho, até mais do que em Z2. As fases tão bem mais distintas visualmente também, mais variadas e etc. Os backgrounds melhoraram dramaticamente também, o mesmo pros mugshots e afins. É sem dúvida alguma algo. A UI tá mais bonitinha também, assim como os menus, não tem lá muito o que falar aqui.

As artes especiais pras cgs melhoraram bastante aqui também, tem mais delas, até pra cenas mais negligenciáveis tipo o Harpuia conversando com o Copy X. Na verdade, tem mais cenas assim nesse jogo do que em Z4, pra vocês terem uma noção. E a qualidade das artes em si melhorou também, elas tão bem mais dinâmicas, e com enquadramento melhor também, foi um baita belo upgrade. Mas é isso, num geral eu não tenho tanta coisa pra falar porque tudo que eu tinha pra falar sobre a identidade visual da saga já foi dito, e a partir de agora tudo só é refinado em todos os aspectos mesmo.

E bem, quanto a OST... 

Eu amo a OST desse jogo, na realidade é a minha OST favorita da franquia ao lado da OST de ZX e ZXA, I kid you not. E algo bem engraçado é que antes de rejogar eu não lembrava muito da OST desse jogo, na realidade eu não lembrava de nenhuma além das mais famosas tipo Cannonball e For Endless Fight III, e na verdade até mesmo da primeira citada eu não gostava. Essa OST tem de tudo que a gente viu até agora, as synths e os pianos melancólicos de Z1, as guitarras e baterias de Z2, e agora tem até umas músicas bem techno também, é bem legal. A melhor parte dessa retrospectiva num geral foi revisitar essa OST com os parâmetros que eu tenho hoje em dia e redescobrir ela, e gostar tanto a ponto de considerar uma das minhas favoritas, mas bem, vou falar logo dela.

Gosto bastante de Break Out, é bem no estilo de algo que você escutaria em Z2 mesmo. Gosto bastante de Omega Battle também, é um remix bem legal do tema do Omega, e eu adoro o piano aqui. Volcano é muito boa também, bem no estilo de Z2 também. Water City soa bem diferente das outras músicas e eu gosto bastante disso. Reborn Mechanics é bem legal, assim como Old Life Space. É perceptivel que toas as músicas citadas até agora você escuta bem cedo no jogo, foram as primeiras 4 missões e a intro stage, e bem, a questão é que eu só gosto bastante de todas elas mesmo, porque a OST desse jogo atinge aquele status estilo Sonic Mania onde ela é consistentemente boa, e quase toda música é bem boa por si só. Prosseguindo, eu amo Cold Smile, essa música é meio que a evolução natural do estilo de Z1, liderada por um piano e com um synth meio assombrada de fundo. Trail on Powdery Snow é bem legal também.

Mas as minhas favoritas mesmo são Prismatic, é o meu tema favorito da resistência. Infiltration II, sim, Infiltration retornou de Z1 e agora se fundiu com o estilo de Z2, ganhando baterias e guitarras na melodia, mas a synth continua passando a mesma sensação, só tá mais rápida mesmo. Neo Arcadia III que é bem diferente das outras duas versões, é bem mais tecno e você só consegue ouvir motifs seletos do tema original meio que abafados, eu adoro isso. For Endless Fight III, sim, toda versão dessa porra se tornou uma das minhas favoritas em suas respectivas instalações, gosto bastante que agora não é um tema de epilogo e nem de prólogo mas sim um tema de fase, e por isso ela tá bem mais completa e com instrumentos novos, gosto bastante do baixo principalmente. Amo Judgement Day também, só é uma pena que eu derrotei a segunda forma do Omega antes dela chegar na melhor parte. Adoro pra caralho Cannon Ball também, antes eu não gostava por estar num efeito mandela onde eu acreditava que ela é bem pior do que realmente é, mas revisitando o jogo eu tive a impressão oposta, é bem interessante que o instrumento dominante é o piano enquanto a guitarra só é usada esporadicamente de fundo, combina perfeitamente não só com o tom da luta como de MMZ num geral, e eu irei erradicar todos os remixes heavy metal dessa música com as minhas próprias mãos. E por último mas não menos importante, eu adoro I, 0 Your Fellow, é quase que perfeita não só pra morte do X como pro final do jogo, mais perfeita que isso só se ela tivesse motif de Variable X aí no meio, mas infelizmente não da pra ganhar todas.

Como deu pra perceber, eu não tenho nenhuma OST favorita em específico. E isso é porque eu realmente gosto bastante da gigantesca maioria, e embora goste mais de umas do que de outras, escolher uma favorita definitiva é bem difícil, e bem, é bem justo considerando a qualidade delas. 

Outra coisa que gosto bastante não só nessa OST como nesse jogo num geral é que tudo realmente parece a conclusão de uma saga. Z3 tem uma OST com as principais características das OSTs dos seus predecessores mas também tem a sua essência própria no meio, é muito foda ver como músicas como For Endless Fight e Neo Arcadia estão presentes em todos os 3 jogos, com diversas iterações, e até mesmo Infiltration ou Sand Triangle que haviam aparecido apenas uma vez antes fazem o seu retorno aqui, isso tudo contribui bastante ao fator "Saga" da, uh, Saga Zero. Isso é algo que eleva essa OST pra outro patamar pra mim, consistência temática em obras é um dos meus fetiches e eu gosto bastante de ver isso presente aqui. Em MMX nós vimos diversas trilhas como Variable X ou o tema do Zero, que deviam ser extremamente importantes pra esses personagens mas foram jogadas pra escanteio, com Variable X só retornando em parte da intro de X5, e a maior blasfêmia, como o tema do retorno do Zero em X6. Já aqui em Z3 até mesmo o tema do Zero de Z1 faz um retorno aqui, eu diria que isso daqui é sem dúvida alguma o meu aspecto favorito da OST desse jogo.


Mega Man Zero 3 é realmente bem foda, depois de revisitar ele eu posso dizer com total confiança que eu entendo perfeitamente qualquer pessoa que diz que isso aqui é o ápice de Mega Man. A Saga Zero evoluiu bastante em todos os aspectos e tudo culminou nisso aqui, 3 é realmente um número abençoado pra caralho... exceto quando o assunto é Shrek, but let's not worry about that! Enfim, revisitar Z3 foi tão legal quanto revisitar MMZX, e foi bem legal saber que eu não achava o jogo foda só por nostalgia ou coisa assim, até porque passei a gostar bem menos de Z1 e apesar de achar Z2 melhor eu ainda não ligo muito pra ele, no entanto, Z3 foi até melhor do que eu lembrava e isso é bem foda. Enfim, eu sou o Otenko e eu vejo vocês no post de Z4, falou aí.















domingo, 15 de novembro de 2020

Post europeu de MMZ2


Depois de ficar vadiando por um tempo eu resolvi escrever o post de Mega Man Zero 2 logo, em minha defesa eu estava dissecando cada um desses jogos com uma devoção quase que religiosa, visto que eram necessárias inúmeras pesquisas sobre Minecraft, novelas e meio ambiente pra se jogar Z4. 

Minha relação com Z2 era meio bizarra, talvez até mais do que com o primeiro jogo, eu lembro que esse aqui era de longe o MMZ que eu menos gostava por diversos fatores, e eu legitimamente achava ele pior do que Z1, evidentemente eu não acho isso mais porque revisitar Z1 foi meio meme, enquanto Z2 foi bem mais suave em comparação. Mas bem, chega de enrolar, vou falar logo do jogo.

Zero vs. Barbie

A história começa com o Zero todo fudido no deserto, usando uma capa de andarilho e tudo mais. Pelo visto ele interpretou o pedido do X no fim de Z1 da forma mais braindead possível e ao invés de ajudar de outra forma ele ficou lá no meio do deserto aniquilando exércitos de Neo Arcadia por 1 ano. É, evidentemente ele tá só o pó a essa altura, e pelo visto ele tá tentando se reencontrar com a resistência pra reencontrar o seu propósito. Até que mais uma leva de neo arcadians chega e aí ele joga capa dele fora enquanto Linkin Park toca de fundo e a intro stage começa. Depois disso ele desmaia, e, surpreendentemente quem resgata ele é o Harpuia, que traz ele á nova base da resistência sem ninguém saber. 

Paralelamente a isso a gente vê a nova base da resistência, e não só isso, mas o novo comandante, Elpizo. Que tá falando sobre uma operação super foda aí que vai destruir Neo Arcadia de uma vez por todas, mas a atenção acaba sendo voltada pro Zero que foi encontrado inconsciente fora da base. Aí o Cerveau repara o Zero e ele se reencontra com a turminha do barulho de Z1, incluindo a Ciel, que está desenvolvendo uma nova forma de energia renovável pra acabar com a crise de Neo Arcadia, e por tabela com toda essa guerra. Pouco tempo depois disso o Zero é introduzido ao Elpizo, e então o mesmo revela o seu plano mirabolante nunca antes pensado que se resume a simplesmente atacar Neo Arcadia com tudo, se aproveitando da ausência do X, que supostamente deixou o exercito inteiro deles enfraquecido. O Zero diz que isso daí é bullshit e que seria muito melhor só esperar a Ciel terminar a pesquisa dela enquanto eles ganhavam tempo usando operações de guerrilha mas o Elpizo manda o Zero tomar no cu, alegando que ele é o comandante e que eles vão sim continuar com as operações normalmente. Então o Elpizo solicita a ajuda do Zero, que por algum motivo aceita mesmo após ter discordado com ele no diálogo anterior, e aí começa a primeira metade do jogo.

Depois de você matar um certo boss você se encontra com o X, que alega que não pode mais descansar porque deu merda de novo, aí ele fala um negócio sobre Baby Elves, que foram os bichos que o Zero viu antes do dialogo com o boss da fase, o X fala uns negócios meio crípticos dizendo que os bebês tão chorando por sentirem falta da mãe e aí ele vai embora.

Após o brutal assassinato dos outros 3 bosses restantes o Elpizo anuncia que agora é a hora de botar pra fuder e resolver pôr a operação em prática imediatamente. E depois o Zero segue ele porque todo mundo sabia que ia dar merda, e quando ele chega lá, nós vemos que de fato deu merda. O exercito da resistência foi varrido e os 4 guardiões botaram o Elpizo pra mamar. Com isso o Zero resgata ele, depois Neo Arcadia manda uma bomba pra base da resistência, que o Zero intercepta. E aí o Elpizo que tinha sumido durante isso liga pra resistência dizendo que era fraco e lhe faltava ódio, e com isso ele diz que vai atrás dos Baby Elves e vai conseguir poder e foda-se. E então vem as outras 4 fases do jogo.

O Elpizo novamente liga pra resistência e agora diz que tá fodão, e aí ele revela mais um de seus planos de alto calibre, agora ele vai pra Yggdrasil, o lugar onde a mãe dos Baby Elves, a Dark Elf se encontra. E aí ele vai pegar o poder dela e depois vai exterminar a raça humana, porque ele acredita que isso tudo é culpa deles em primeiro lugar.

Depois do Zero escalar Yggdrasil ao som de uma OST muito boa(sim, eu falei isso de novo foda-se), ele se encontra com o Elpizo, que utilizando uma faquinha de cortar pão simplesmente aniquila o corpo do X, que era o compartimento onde a Dark Elf estava selada, e com isso começa uma luta foda entre eles, mas o Elpizo acaba perdendo. Ele pede desculpas por tudo que fez, se revelando ser um antagonista de Steven Universo e aí a Dark Elf salva a vida dele o transformando em um Cyber Elf, e aí eles voam lá pra puta que pariu. E depois dos créditos o Weil fala pro Omega que agora é a hora deles botarem pra fuder.


Ok, agora que o resumo chato obrigatório tá de lado eu posso comentar o que eu achei. Essa história tem bem mais coisa acontecendo do que a de Z1, e por isso o resumo foi bem mais fodão, e bem, isso é algo bom. Mas é, essa história tem uns memes.

A escrita num geral melhorou bastante, e com isso os personagens demonstram mais personalidade, a Ciel é um bom exemplo disso. Porém isso só faz o Zero se contrastar mais ainda perante os outros personagens, porque bem, ele continua bem ruim, e apatia dele perante certas coisas é enfurecedora, um bom exemplo é ele não dando uma foda pra "morte" do X e ligando mais pra Dark Elf. Mas não é algo que vou me aprofundar muito porque né.

O Elpizo meio que existe, sem dúvida alguma. Ele é fascinante, porque ele com certeza deve ser um dos antagonistas mais burros da franquia inteira, sim, ele é convencido, e sim, ele foi "consumido pelo poder", mas ainda assim, Jesus Cristo. É bem difícil acreditar que um cara assim chegou nessa patente, tudo bem que tem um diálogo falando que ele ajudou geral a escapar de Neo Arcadia ou coisa assim, mas damn. E o lance dele ser consumido pelo poder é vago demais, a ponto de parecer mais uma desculpa pra justificar o 360 que ele deu na metade do jogo, ele de repente chegou a conclusão de que human bad a partir de uma linha de raciocínio bem braindead. É bem bizarro ver que até mesmo vilões como o Copy X são personagens melhores que ele, Elpizo é de longe o pior antagonista de MMZ. 

Os 4 guardiões tão bem melhores aqui, a escrita melhorada deu mais vida a eles, mesmo que um pouco. O Fefnir e a Leviathan tão bem mais gostáveis, mas o mais foda aqui é o Harpuia. Deixando a tensão sexual entre ele e o Zero de lado, ele é de longe o mais legal de se acompanhar, é bem interessante que diferente dos outros guardiões e do Copy X o Harpuia tem noção de que o governo de Neo Arcadia não é lá o governo mais justo do mundo, mas o trabalho dele é protege-lo e é isso que ele faz, mas apesar disso ainda tem umas instancias onde ele favorece o lado em que ele realmente acredita, tipo quando ele traz o Zero de volta pra resistência, e é bem legal ver ele implorando pro Zero impedir o Elpizo também. Uma coisa bem bizarra que quero mencionar, é que bizarramente o Zero conquista todos os guardiões, sinceramente eu acho isso bem frustrante porque isso só transparece mais ainda o fato de que o Zero é um gary stu. Teria sido bem mais interessante se ele só tivesse cativado o Harpuia mesmo, chega a ser bem estranho o quão semelhante os dialogos dos 3 com o Zero são. 

Leviathan: Sua força me deixa louca!!
Fefnir: Lutar com você é muito foda bro!!
Harpuia: Essa dor... você é o único que consegue me entreter tanto!!

Isso só fica mais estranho quando você entende da lore e sabe que os guardiões deviam representar diferentes aspectos da personalidade do X, mas isso não faz sentido então whatever I guess.

Bem, eu não vou nem me dar muito trabalho falando sobre a merda toda que rolou lá em Yggdrasil. Acho que todo mundo já sabe que o Elpizo matando o X usando faquinha de cortar pão é foda, e que é bem anti-climático também, e que o Zero ficar em silêncio não ajuda e bla bla bla.

De qualquer modo, eu sei lá. Por ser uma história bem mais ambiciosa e com uma narrativa mais complexa, Z2 acaba tendo mais defeitos do que a história de Z1, mas em contrapartida ela é bem menos monótona e parada. Mas eu diria que honestamente eu prefiro a de Z1, apesar de Z2 ter refinado bem mais a narrativa num geral mesmo, mas bem, felizmente Z3 existe então whatever.

*Unzips Z-Saber* 
Now that's what I call a Lv A move

A gameplay de Z2 melhorou bastante em relação a Z1, é bem surpreendente o salto de qualidade que rolou dentro de um ano só. A movimentação do Zero tá a mesma coisa, o que é ótimo porque os controles já eram muito foda antes, e como é de se esperar o moveset é segue a mesma formula, mas o Zero perdeu o Rolling Slash e a variação bizarr dele que você usa no chão. Porém a Triple Rod foi aniquilada e substituída pela Chain Rod. A Chain Rod é honestamente a pior de todas as três rods que tem ao longo do saga, mas bem, assim como a Triple Rod ela tem uma propriedade única que permite com que o Zero usa ela como um hook pra se pendurar em superfícies e sair se balançando por aí, apesar de parecer algo muito foda a execução é bem pior do que parece e a Chain Rod é bem lentinha, sinceramente eu prefiro sair fazendo parkour porque eu não tenho paciência pra parar e usar ela, só cheguei a usar ela quando o jogo apontou uma arma pra minha cabeça e me obrigou a usa-la em uns pedaços específicos de level design. O Shield Boomerang retornou e como é de se esperar ele é bem meh aqui também, porém, diferente de Z1 eu acabei usando ele uma vez numa sessão onde o jogo vira um bullet hell e você tem que escoltar a Ciel, então é, thank you Z2 pretty cool. Eu zerei o jogo com a Chain Rod e o Shield Boomerang no level 1 ainda, pois é.

E sim, meu arqui inimigo, aka sistema de level up voltou. E aqui ele me deixa mais puto ainda. Z1 tinha a infame Grind Tower, onde era bem fácil só ficar parando e upar todas as suas armas pro level máximo, mas que eu saiba de lugar assim em Z2 só tem a intro do jogo mesmo, então ou você aproveita a sua chance de grindar as coisas de forma confortável logo na primeira tela do jogo ou você se fode. Z2 é um jogo bem mais completinho que Z1, e embora seja curto também ele tem bem mais coisa pra se fazer, então eu não sei porque o sistema de levels ainda tá aqui em primeiro lugar mas tudo bem então.

Os chips elementais voltaram, e agora eles tão bem legais porque eles não estão sozinhos, sim, Z2 finalmente tem algo equivalente a armas de chefes, em forma de EX Skills. Basicamente, EX Skills são tipo armas de chefe mesmo, só que você pode ativar ou desativar a vontade e você não tem acesso a todas simultaneamente, visto que algumas requerem chips específicos equipados, não só isso, mas você só pode obter uma EX Skill caso você derrote o chefe no Rank A ou S. Num geral eu diria que as EX Skills são bem competentes, elas são bem mais básicas do que armas de chefe e isso é compreensível porque as habilidades absurdas mesmo tão reservadas pros Cyber Elfs. Minha única reclamação em relação as EX Skills mesmo é que eu nunca me vi usando uma boa parte delas, tipo a do Shield Boomerang ou então aquela de explosão pro Z-Buster, que sempre mais me atrapalhou do que qualquer coisa. Também acho bruh você ter que tirar Rank alto pra poder conseguir elas, até porque armas de bosses são uma feature comum nos jogos e não vejo lá muito em sentido em trancar elas atrás de Rank, tudo bem que em contrapartida é uma motivação boa pra tirar Rank bom, mas como eu já disse antes, esse sistema de Rank não é lá muito compatível com esses jogos, considerando as visibilidade e o level design, e isso sem contar o fato de que você tem que voltar o save e tudo mais. 

No entanto, eu tô jogando a versão de Legacy Collection então me dar o trabalho de manter Rank A é muito melhor, se eu tivesse falando de qualquer outra versão eu provavelmente estaria xingando o jogo agora mas felizmente isso não aconteceu nessa linha do tempo. Mas sim, assim como em Z1, esses problemas ainda existem, isso é um fato, mas o Save Assist realmente alivia eles dramaticamente, então agora eles são mais inconveniências mesmo. 

Paralelamente a isso existem as forms também, que são uma adição desse jogo. Basicamente você desbloqueia formas novas pro Zero fazendo umas coisas aí na fase. As forms mudam os stats do Zero, sim, stats. Existem 3 deles, Power, Speed e Defence, cada um deles é medido de 1 á 4 estrelas. É bem simples, mas eu acho isso uma adição bem interessante, acho que a única vez em que stats estavam presentes em um platformer de MM foi em MMX5, mas o fato da Gaea Armor ter mais defesa e ser mais lenta é mais uma propriedade da armadura mesmo do que uma mudança de stats mesmo. Obviamente, as forms não mudam apenas isso, elas mudam o moveset do Zero significativamente também. Um exemplo é a Active form que tem fucking 4 estrelas em speed e permite com que o Zero use o Rolling Slash, algo que o moveset padrão dele perdeu, além de rolar no chão também, mas em contrapartida ele perdeu acesso ao combo de 3 hits do Z-Saber, então ele da um golpe só. Também tem a Power que sacrifica 1 de Speed e o seu combo com o sabre pra te dar um stat de Power assustador, com 4 estrelas, o dobro do normal. 


As forms tem toda essa mecânica de troca equivalente, pra balancear elas, é realmente bem legal, não é super complexo por si só mas ao lado das EX Skills, das armas variadas e dos chips isso da uma customização legal. Tudo bem que pra ser sincero eu só usei o Buster e o Z-Saber, mas tem gente que usa a Chain Rod então eu acho válido. A minha única reclamação com as forms é que elas não são nem um pouco intuitivas, tanto na forma de se obter quanto na de usar elas mesmo. Lembro que da primeira vez que eu joguei o jogo eu não fazia ideia alguma de como pegar as forms, eu achava que o jogo só te dava aleatoriamente mesmo e foda-se, e demorei pra perceber que algumas mudavam o moveset do Zero também. Isso se deve ao fato de que pra se obter uma form você tem que cumprir um requisito específico em alguma missão, exemplo, pra se obter a X Form você tem que matar 50 inimigos usando o Buster numa mesma missão, pra pegar a Energy Form você tem que coletar 25 Life-Ups na mesma missão e por aí vai. Então pra pegar as forms você tem que procurar tudo na internet mesmo. E em relação a parte de usar elas, o jogo na maior parte do tempo nem sequer te fala o que a form muda, a janela do menu é pequena demais então na maioria das ocasiões o jogo só vai mostrar os stats e te dar uma descrição vaga que cobre uma parcela minúscula das mudanças que a form te proporciona. Mas bem, internet existe pra isso I guess.

Os Cyber Elfs retornaram aqui, e diferente de Z1 eu não sofro dano físico grindando pra alimentar eles. E-Crystals não são só bem mais abundantes como os valores requeridos pra alimentar e evoluir os elfs diminuiu também, então agora todo esse processo é muito mais suave. Considerando que eu priorizei as EX Skills eu tive que jogar num outro save pra fica usando Cyber Elf á rodo, e eles tão realmente bem mais úteis e convenientes aqui, consegui até pegar umas EX Skills apesar disso porque esse jogo tem Elfs que elevam o Zero pro Rank A automaticamente, o que é uma feature bem bacana sem dúvida alguma.

O level design do jogo melhorou um tanto também(se você ignorar as fases finais), as fases tem um level design bem mais robusto agora, tem mais caminhos pra se seguir e as fases tem gimmicks únicas, além de uma seleção maior de inimigos, não só isso a exploração melhorou um pouquinho, já que agora existem sim Sub Tanks que você encontra pelas fases, mas são apenas 2, por isso a ênfase no pouquinho. O level design tá bem melhor que o de Z1 em todos os aspectos, tudo bem que o jogo ainda recicla fases mas aqui eu realmente não me importo, porque elas mudam suficientemente pra não me incomodar. Tudo bem que, dano gratuito ainda existe, e ainda tem uns leap of faith por aí, mas isso é meio que a norma desses jogos a essa altura, felizmente não tem mais aquela bullshit de inimigos se preparando pra atacar fora da tela. Mas como eu disse, a versão da Legacy Collection alivia muito a barra do jogo, então ok. 

Os bosses tão mais interessantes agora, não falei dos de Z1 porque achei algo bem negligenciável mas aqui eles tão bem melhores, tem uma variadade maior da ataques e eles não evaporam tão rápido assim, e tem uns com umas lutas bem diferenciadas até mesmo dentro da franquia num geral, tipo aquele serpente lá, onde o terreno inteiro é composto por uma serpente de blocos que constantemente muda a formação, e por consequência o terreno. 

Num geral Z2 melhorou bastante a gameplay, ainda tem os defeitos, mas bem, isso aqui é a versão de Legacy Collection então né. Se fosse a versão original eu com certeza estaria xingando o jogo agora, de novo. 

The cooler Mega Man Zero

De Z1 pra Z2 bastante gente nova entrou pra equipe, e isso é refletido bastante aqui. O fator audiovisual do jogo todo deu um puta salto. O jogo é mais vibrante, os sprites tão melhores, os cenários tão com bem mais detalhes num geral, o design dos chefes tão mais memoráveis também, backgrounds melhorados e yada yada. Esse jogo fez até aquilo de usar as artes especiais pra CGs bem mais frequentemente, e elas tão chad pra cacete aqui, o Toru Nakayama tá bem mais expressivo com elas, é bem visível isso quando o Elpizo fica com a cara de insano dele, com direito até mesmo a um efeito olho de peixe pra distorcer o rosto dele, é realmente bem bacana. E essas artes passaram a gerar uns momentos bem mais marcantes, eu tiro sarro da introdução toda exagerada do jogo, onde o Zero joga a capa e os caralhos, mas por mais engraçado que esse momento seja(de forma não intencional) ele é provavelmente o momento mais marcante dessa saga inteira, e de Mega Man num geral também, e isso se deve principalmente pela sincronia muito boa que essas artes tiveram com a música, novamente, sendo bem mais dinâmico que os slide shows dos jogos da era de PS1. 

E bem, a trilha sonora deu um salto do cacete também, e também tomou um rumo bem diferente. Z2 tem a OST mais agitada de todos os jogos da saga, de repente as melodias de roque porra voltaram. Eu gosto mais da ideia da direção de Z1, mas Z2 indiscutivelmente executou isso de forma muito melhor, e além disso é uma OST bem mais completa mesmo, o que torna ela bem melhor. 

Gosto bastante de Crash II, que se tornou um tema de mini boss agora. Embora eu prefira a original eu gosto da direção que essa rendição nova acabou tomando. Gosto de Labo também. Eu adoro Instructions, assim como adoro Departure também, curto bastante Sand Triangle, e com Cool Water não seria diferente. No entanto, as minhas favoritas são For Endless Fight II, que é um remix muito bom que combina bastante com a intro do jogo, além da relevância temático do tema de epilogo de Z1 ser o do prologo de Z2. Power Bom que é bom pra cacete e realmente mostra o poder das guitarras nessa sound font. Ice Brain que eu só gosto pra caralho de ouvir mesmo. E a minha favorita mesmo é Silver Wolf, quando eu penso em Z2 eu instantaneamente penso nessa OST por alguma razão.

Citei mais ou menos a mesma quantia mas num geral a OST do jogo é bem melhor mesmo, diferente das de Z1 em que eu não citei a maioria por achar meio esquecível mesmo eu só não citei mais aqui no caso de Z2 pra não ter que me estender demais mesmo, se bem que, infelizmente o jogo já me obriga a me estender na hora das sessões obrigatórias de Chain Rod, but let's not worry about that.


Num geral Mega Man Zero 2 é bem melhor do que o primeiro mesmo, evidentemente tem os seus problemas mas eu acho ele bem melhor que Z1, então é, no fim das contas essa retrospectiva realmente me fez mudar de opinião, isso é sem dúvida alguma algo, mas enfim, eu já entrei em detalhes em cada parte individual então não tem lá porque estender esse final. Bem, eu sou o Otenko, e agora eu vou atacar Neo Arcadia, aproveitando que o X deu uma morrida.

Conclusão: O Harpuia é gay ou europeu?