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quarta-feira, 3 de janeiro de 2024

O fim do sonho e o começo da lenda: as divergências de Shenmue e Yakuza

 


Bem... chegou o momento de falar sobre o elefante na sala: a franquia Shenmue. Não é novidade que eu comecei a escrever pro blog falando muito bem sobre Shenmue, uma franquia da SEGA lá da época que ela fazia consoles ainda, um jogo que apesar de ter uma proposta única e tendo um certo nível de inovação pra época, hoje em dia precisa ser jogado com um olhar da época devido a serem extremamente datados em comparação ao que outros jogos fazem atualmente. E também não é novidade que eu propositalmente deixei o Shenmue III de fora das minhas analises apressadas e sem pé nem cabeça de anos atrás, e, tem um motivo pra isso: eu não queria fazer uma analise de Shenmue III porque o jogo não me agradou nem um pouco. Eu fiquei tão decepcionado com a experiência que eu decidi buscar jogos similares e acabei encontrando um "sucessor espitirual" de certa forma, dai veio a ideia desse post.

Observem enquanto eu viro cinzas pois os posts de Shenmue já tem 4 anos


Shenmue, o terceiro jogo e a ruína trazida pelo medo de mudar

Como já foi dito acima, apesar de serem bons jogos, a duologia original de Shenmue são repletas de decisões de design e tecnologias mais datadas quando comparadas a jogos de hoje em dia, algo que não torna esses jogos acessíveis pra todo mundo, porém sendo uma experiência bem satisfatória se esse tipo de coisa não te incomoda, devido a proposta de criar um "mundo aberto" imersivo focado em coisas mundanas e pequenos detalhes, que era algo bem único pra época. Em algum momento durante os DEZENOVE ANOS entre o lançamento de Shenmue II e Shenmue III, Yu Suzuki, diretor da franquia Shenmue e seu próprio estúdio, YS Net, responsável por fazer o terceiro jogo, basicamente acertaram na Mega-Sena dos revivals, considerando que a SEGA, mesmo não tendo interesse nenhum na franquia devido ao alto custo de produção e o fracasso nas vendas, decidiu deixar ele trabalhar com a IP desde que ele se virasse pra arrumar a grana. Foi aberto um Kickstarter, o projeto recebeu um suporte imenso de 6 milhões de dólares através da galera que já tava esperando esse jogo a quase 2 décadas e o jogo recebeu atenção o suficiente pra também receber financiamento da Sony e da publisher do jogo, Deep Silver, responsável por publicar alguns jogos japoneses da SEGA como Persona e Yakuza. 

Em 2019, lança Shenmue III, um jogo que pega Shenmue II e dá uma boa melhorada gráfica apesar das animações serem esquisitas, enquanto não muda em nada a jogabilidade, exploração e direção de dublagem, decisões de design datadas e tudo, e com um combate extremamente inferior ao dos anteriores, antes baseados em Virtua Fighter e agora funcionam tão mal e tão diferentes que dependem (muito) menos de combos e skills e mais de stats, quase como uma mistura bizarra do combate antigo porém sem o peso, feedback visual, dinâmica e fluidez dos controles e moldando isso num Action RPG, algo que por si só já é extremamente decepcionante considerando o quão recompensador era de fato aprender golpes novos e quando usar eles no estilo de combate antigo, porém, não acaba aqui. Shenmue III adiciona ainda mais decisões contra intuitivas de design, como embutir o sistema de fome e stamina diretamente no HP do Ryo Hazuki, te forçando a gastar dinheiro (necessário pra progressão do plot inclusive) a todo momento porque CORRER FAZ O RYO PERDER VIDA. Conseguir dinheiro de uma forma consistente pra quantidade que certos segmentos na história pedem é quase impossível sem depender de apostas e se a progressão tá praticamente travada atrás de RNG tem alguma coisa muito errada. Os problemas do jogo não acabam só em ser inferior aos anteriores na questão gameplay e sim...

Na história e nos diálogos. Discutivelmente um dos pontos mais importantes em Shenmue considerando que uma das propostas desses jogos é a imersão na experiência geral. Os diálogos em diversas vezes falham em se conectar numa conversa coerente, agravados ainda mais pela localização robótica numa tentativa de "capturar o charme" dos jogos antigos, que só tinham esse charme de jogo velho pois a localização de jogos naquele período eram complicados, isso dá pra notar até em jogos como Sonic Adventure. Enquanto a história é um grande pastel de vento, sem substância, que começa de uma forma e termina da mesma forma, nada muda em comparação ao ponto final de Shenmue II, nenhum personagem avança, evolui ou sequer aprende algo nessa jornada, em partes até parece que regrediu em comparação ao mesmo, e como se não bastasse isso, algum tempo depois veio uma entrevista do Yu Suzuki onde ele falava mais ou menos que ele "pretende fazer múltiplos capítulos de Shenmue". Irmão? Tu conseguiu um milagre pra fazer o terceiro, não muda o plano de criar diversos capítulos considerando que essa chance foi uma em um milhão, mete uma regressão da gameplay de um jogo de 2001 em 2019, uma história que anda em círculos e acha que vai conseguir mais? E como se não bastasse tá considerando uma prequel mesmo sem ter a certeza de que vai mover a narrativa atual? Ou é muita arrogância ou é muita burrice. A pior parte é parar pra pensar que teve uma galera que esperou 19 anos por essa sequência, saiu decepcionado e na mesma situação de antes, sem a certeza de que vai ter uma continuação, só que dessa vez também com a incerteza de que a continuação vá continuar algo de fato.


Wow breakin' the laaaaw, breakin' the woooorld

Yakuza/Like a Dragon, e a aposta no presente que criou uma Lenda

Em algum momento entre 2020 e 2021, após zerar Shenmue III e sair decepcionado, decidi checar outras franquias da SEGA pra ver se encontrava algo com uma proposta similar, baixei a demo de Yakuza 6, joguei, curti, decidi acompanhar a franquia em ordem cronológica, e acabei encontrando uma das minhas franquias favoritas atualmente. Yakuza/Like a Dragon (vou começar a chamar de LaD a partir de agora porque é mais fácil, qualquer reclamação, direcione ao gerente) é fantástico, entregou tudo que eu esperava ver num revival de Shenmue.

É um jogo imersivo que consegue tornar cada cidade um lugar vivo de fato sem perder tempo com coisas monótonas, ao mesmo tempo que faz questão de mostrar uma variedade de detalhes pra expandir ainda mais a imersão, combate extremamente bem feito e que melhora a cada novo jogo, que não tem medo de tentar inovar, apresentar estilos diferentes de se lidar com uma luta ou até mudar drasticamente a formula das lutas quando necessário, como por exemplo o estilo mudar de Brawler pra RPG de Turno com a mudança de protagonista, e que consegue sempre superar o último jogo até quando está reusando assets do mesmo. Não existe nenhum tipo de menção direta a Shenmue em nenhum tipo de entrevista ou algo assim, mas dá pra sentir a alma de Shenmue quando joga, a diferença sendo que LaD não foi sabotado por um diretor preso na mentalidade da última década que propositalmente não quis evoluir.

É engraçado pensar que LaD é tão popular hoje em dia considerando que tropeçou muito pra emplacar por esse lado do mundo quando começou no PS2 lá pra 2005, sendo visto por quem sequer tinha jogado como "GTA japonês", e tendo a localização mais tosca que eu já vi num jogo até hoje, virando piada dentro da comunidade. A franquia tropeçou tanto por aqui que no lançamento de Yakuza 5 a SEGA sequer se deu o trabalho de lançar em mídia física, só no digital mesmo. Isso começou a mudar em 2018 com o lançamento de Yakuza 0, a SEGA decidiu localizar esse por ser um ponto de inicio fácil pra quem não tinha acompanhado no PS2, e... deu certo? E partindo desse ponto só foi ficando cada vez mais popular, chegou até nesse blog numa review que vocês com certeza deveriam ler *wink wink*.

LaD tem uma das melhores histórias que eu já vi numa série de jogos, se pá até uma das melhores histórias, ponto. Uma história que sabe entregar tanto em pontos dramáticos e tristes como também consegue trazer momentos engraçados através das diversas sidequests presentes no mapa do jogo, tava jogando o LaD Gaiden esses dias e casquei o bico na sidequest onde o Kiryu tava acompanhando de perto com cara de tacho um adolescente fazendo merda porque tava ouvindo conselho romântico do "ChatGPT só que não", e o mesmo jogo não falha em me destruir com o final, que não posso entrar em detalhes por ser obviamente um spoiler gigante mas que vai te atingir em cheio como um soco no estômago se você tiver acompanhado a trajetória do Kiryu como um personagem desde o Yakuza 0.

 

Shenmue, desfazendo melhorias no ultimo jogo enquanto Yakuza decide meter RPG de turno como combate novo porque o protagonista mudou

O contraste entre a Fênix de Dobuita e o Dragão de Kamurocho

Essas diferenças bizarras entre 2 jogos com o mesmo DNA que me deixa triste com o estado atual de Shenmue, de um lado temos uma franquia com potencial que apesar do tempo é lembrada como uma memória boa, mesmo numa posição de incerteza e de indiferença com o seu próprio futuro por estar sob a direção de um cara preso ao passado, que descartou o suporte gigante dos fãs dessa saga em favor de uma visão que é discutível se ele mesmo tem a conclusão, observando as decisões bizarras tomadas ou coisas ditas em entrevista. No outro lado da moeda temos uma franquia que falhou em emplacar logo de cara mas que foi lentamente virando o jogo, a ponto de se tornar uma das gigantes da SEGA e um dos motivos pelo qual os revivals do "super projeto" sequer são possíveis. O medo de largar mão do passado de sucesso e o sucesso atual que veio por arriscar no presente. No momento que esse post está sendo escrito, meu lado fã de Shenmue segue desacreditando na oportunidade perdida que foi Shenmue III, enquanto o meu lado fã de LaD tá ansioso pro dia 26 de Janeiro, onde o jogo que promete ser o melhor da franquia até então será lançado.

Eu não queria que Shenmue III fosse o jogo que fechasse a franquia, e nunca foi essa a intenção independente do rumo que o roteiro tomou, porque um final rushado também seria insatisfatório, infelizmente uma história de 11~16 capítulos não iria conseguir ter uma conclusão boa em um único jogo, porém não mover o enredo ou seus personagens um único centímetro e nem alterar positivamente a formula em um espaço de tempo de 18 anos é igualmente deprimente, se não pior do que não atingir expectativas. Em contrapartida LaD evitou isso com a forma que escolheu moldar o roteiro com seus jogos. Cada sequência obviamente depende do jogo anterior pra um entendimento maior do enredo como um todo e do arco sinistro que o Kazuma Kiryu passa, porém cada jogo tem sua própria conclusão, fazendo com que eles funcionem muito bem como continuidade como também dentro de seu próprio vácuo. 

A conclusão que eu tirei após tanto tempo com tudo isso sobre a saga de Ryo Hazuki fermentando dentro da cabeça é que... Talvez Shenmue III tenha sido o final mesmo. Não só pela falta de certeza de futuras sequencias como eu ter só, seguido em frente. Talvez eu tenha pego um pouco pesado com o Suzuki lá em cima, não tinha como fazer uma transição sem nenhum tipo de problema entre 2 jogos que tiveram quase duas décadas entre si, talvez ele tenha decidido fazer assim como uma maneira de só reintroduzir a formula de Shenmue atualmente, ou talvez seja de fato por ele não ser um diretor que soube evoluir, como foi o caso do Yuji Naka com a bomba que foi Balan Wonderworld. O ponto é que Shenmue não é mais essa coisa mágica e única que um dia foi quando o conceito de um "mundo aberto" imersivo era algo inimaginável, tem diversos jogos com conceitos similares que souberam evoluir, Yakuza/LaD é só um exemplo que se aproxima mais devido ao elemento de combate, enquanto Shenmue III decidiu simplesmente ignorar as melhorias trazidas a formula que a própria franquia ajudou a introduzir, a história não significar nada depois de 19 anos de espera só ajudou a tornar tudo ainda mais triste de se ver e jogar do que já seria mesmo se não fosse o caso.

Eu não sei como acabar o post então uhh vão ler a analise de Yakuza 0 que eu marquei nesse mesmo post e vão ver o video do SuperEyepatchWolf sobre Shenmue III porque ele conseguiu encapsular bem o que eu senti jogando o jogo.

E vão jogar Yakuza tbm tão esperando o que.

domingo, 22 de março de 2020

O Sonho continua: Shenmue II

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Imediatamente pulei na sequência por puro hype do fim do 1, e como esperado, esse jogo melhora muitas coisas comparado ao antecessor. Maaas, ainda é focado em história e por isso vai ser o foco da review, exatamente como foi a do primeiro, então prepara os combat skill que essa vai ser longa. Btw, Spoilers galera, acho que é óbvio.

Tu começa o jogo chegando em Aberdeen, Hong Kong, um porto pra ser mais especifico. Tu começa a andar perguntando pela cidade de Wan Chai, pois vc foi indicado pelo Chen pra ir procurar um mestre de Kung-Fu lá chamado Yuanda Zhu. Uns poucos passos depois vc já percebe a primeira melhoria: MAPAS, ALELUIA. Vc compra o mapa de uma area especifica por 10 prata, parece muito mas vc consegue ganhar grana fácil sem falar que tu começa com uns 300. Andando um pouco tu encontra uma mina chamada Joy, que quase te atropela logo de cara. Melhor personagem pq tá sempre em cima da moto vermelha do jogo Hang-On tocando um roque porra toda vez que ela aparece. Ela te indica o caminho e tu só vai. Chegando lá tem um molecote fugindo de uns criminoso, obviamente o Ryo como o absolute unit que ele é, vai defender o lek, joga a bolsa no chão e descobre que o pirralho na verdade trabalhava pros bandido. Ele pega a bolsa do Ryo, joga pros cara e todos eles saem vazados. Tu procura por eles, a Joy quase te atropela de novo e fala onde o lek, chamado Wong, tava. Tu vai atrás dele, tem uma cena de perseguição com varias QTE, e tu cai direto numa luta contra os ladrão, que meio que faz tu perceber que tem mais foco em ação comparado ao anterior. Os controles são similares, é meio tank-y mais nada que essas lutas fáceis de abertura não te ensinem a contornar. Tu recupera a bolsa mas os malandro torraram seu dinheiro em aposta então tu ta quebrado, mas ao menos ainda tem o Phoenix Mirror e alguns itens de evento do 1, grana nois recupera depois. Tu tromba com a Joy de novo, ela te arranja um apê pra dormir e no dia seguinte te arranja trampo. Ela te leva pra um armazém pra carregar caixas mas infelizmente não é numa empilhadeira, F. Tu trampa pelo dia fazendo umas QTE e ganha dinheiro pra pagar a estadia no apê de ontem e o resto tu se vira.

Lembra que eu falei que era mole conseguir dinheiro? Então, saindo desse trabalho, siga pro armazém #6 e fale com o mano lá fora, ele vai te levar pro minigame Big and Small. Tu faz apostas lá, mas tem um macete pra estourar e é tipo: Salve na frente do mano das apostas. Aposte 50 pratas em qualquer coisa, eu recomendaria no numero 3 que tem mais chances de cair. Caindo lá, tu praticamente quadruplica seu dinheiro. Caso não, saia do minigame e carregue o save, ez. Pare lá pra quando tu tiver uns 2500 que ae tu sobrevive o jogo despreocupado.

Outras coisas que esse jogo melhora comparado ao primeiro:
Tem Time-Skip e Fast-Travel pra eventos que requerem esperar até o dia seguinte, tirando uma parte gigantesca da encheção de linguiça que tinha no 1 e criando uma experiência melhor pro storytelling no geral. Também deixaram algumas coisas como máquina de refri, gashapons e arcades mais baratos, dando mais chances de tentar. Combate melhorado com variedade de golpes maior, e mais ação num geral. 

Conversa vai, conversa vem, tu acaba indo falar com Lishao Tao pra descobrir o paradeiro do Zhu, mas n acha ele em lugar nenhum. Tu vai pro templo, fala com um tio lá e ele fala pra tu procurar os 4 Wude, Wudu? n lembro. Tu fala com uns mestre de kung-fu espalhados por ai, eles te falam os 4 Wude do Kung Fu, Dan, Gon, Jie e Yi, as quatro virtuosidades de um mestre ou whatever. Tu fala isso pro tio do templo, ele te apresenta o mestre Lishao Tao, que na verdade é uma mulher chamada Xyuing, ela te ensina uns bagulho de artes marciais pq tu ta cego pela vingança, e ela quer fazer de tudo pra te impedir de seguir esse caminho, mais tarde na história tu descobre que é pq o irmão dela seguiu o mesmo caminho e nunca mais voltou. Ela te ensina isso te fazendo carregar livros em troca de pergaminhos com golpes, te dando uma surra na auto-estima desviando de literalmente todos os golpes e mostrando que "Se eu fosse o Lan Di, você já estaria morto", etc etc.

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Remédio pra Speedrunner aqui, rapá

No segundo dia, ela tenta te mostrar que uma mente calma é mais poderosa que força bruta te fazendo passar por um minigame onde tu tem que pegar folhas caindo de uma árvore. Provavelmente geral deve odiar essa parte, mas... essa parte me ajudou a me acalmar, estranhamente. Eu sou uma pessoa acelerada demais, em quase tudo. Quero sempre fazer o mais rápido possível e essa parte te pune por fazer isso, me ajudou a ter mais calma na vida real também. Mas isso não é uma review sobre Skyrunner, um dia sai essa, mas hoje não. Tu pega 3 folhas seguidas, ela te dá lição de moral, tu encontra pistas do Yuanda Zhu, procura ele, decobre que um criminoso chamado Ren tem informações sobre ele, dá um jeito de invadir a área da gangue dele, os Heavens, leva uma surra, e no dia seguinte o Wong, de todas as pessoas te ajuda a achar. Tu pega um mapa, um isqueiro com o brasão da gangue pra entrar quando quiser, e vai em busca do Ren. Eventualmente tu acha os capangas dele, descobre que só vai ver ele se pagar 500 pila e depois de pagar, finalmente encontra o mano em pessoa. Ele fica te zuando por um tempo até eventualmente decidir te falar onde o veio tá, e depois de mais alguns eventos menores, vai pra Kowloon com o Ren. Antes de tu ir, vc treina mais com a Xyuing, ela te ensina um golpe novo mas te deixa ir.

Tu chega em Kowloon, passa por umas merda aqui, tem muito prédio chato de explorar, descobre onde o Zhu pode estar com um farmacêutico, e DUN DUN DUUUN, ERA ARMADILHA (qual é, vc devia ter acostumado com isso no 1 já). Tu enfrenta o chefe de uma gangue, Don Niu, que também tem tesão pelo Lan Di, ele te prende com o Ren e tu passa uns 2 dia tentando fugir. Tem QTE pra caralho nessa parte, mas felizmente eu já to vacinado, anos jogando Sonic com LD ruim então meus reflexos tavam no ponto. Tu pune o farmacêutico por te enganar, tenta achar mais pistas, encontra umas fitas de espionagem num apê de um cara, escuta todas e descobre que a gangue do Don Niu sequestrou alguém que sabia onde o Zhu tava. Depois de um tempo caçando info nisso, tu entra no segmento mais chato do jogo: Espionar uma das parceiras do Niu que sequestrou o cara.  Em torno de uma hora seguindo ela pela distancia enquanto ela faz um fodendo tour em Kowloon reclamando de tudo que existe. Tu encontra o cara, salva ele, ele te passa a localização do Zhu, tu passa pelo prédio mais esburacado do mundo, Ren pega o caminho mais rápido sem te avisar como o tremendo corno que ele é, tu chega na Five Stars Corp, passa por um puzzle com chaves, encontra o Zhu e o gordo maldito do Niu sequestra ele. Tu toma uma coça dele também.

Tu descobre que o Niu levou ele pro seu esconderijo, o predio com Yellow no nome. Não eu não lembro o nome e não vou procurar também. O Ryo por não ser parte da gangue, obviamente não pode entrar. Tu tem que ser notado pelo olheiro da gangue passando por umas brigas de rua. Ele te passa o nome dos 3 melhores lutadores da região, tu precisa pagar uma quantia pra entrar, mas relaxa, passando essas missões vc dobra o valor que pagou pra entrar. 500 pra enfrentar o Rod, 1000 pro Greg e 2000 pra Chunyan, vc enfrenta eles, ganha e o olheiro te leva 2 dias depois pro subterrâneo do prédio da gangue. O Ryo e o Ren invadem, sobem 17 andares com uns desafios de stealth e QTEs, falhando tu entra em luta contra os caras daquela sala. No meio do caminho tem umas QTEs de fuga contra os capangas, o próprio Niu e a parceira dele, que tá com uma FODENDO MOTOSSERRA. Felizmente eu passei essas QTEs bem rápido, acho que tinha aberto to terceiro olho de pura raiva de seguir essa mina chata do krl, e o Ren prende ela no elevador e joga lixo nela, i kid you not, funniest shit i've ever seen. Chegando no 18º andar, tu enfrenta uns caras na sala do controle, pega as chaves do elevador e faz um zigue-zague. Tu desce pro sub-1, de lá desce pro sub-3, enfrenta um mano fantasiado que sequestrou a Joy, pega o elevador pro 40º andar, enfrenta uns mano de terno e encontra o Don Niu, o Wong (que também tinha sido raptado), o Zhu e... *gasp*... O LAN DI!!!

Resultado de imagem para Shenmue 2 Don Niu
Gordo simp esse puto, fica brabo se tu encostar na mina dele.
Ele só fica te encarando nessa cena. o Ryo enfrenta o Niu, derrota usando a técnica ensinada pela Xyuing, o Lan Di vaza pra Guilin no helicóptero. Tu decide ir pra lá também, e essa seria a hora perfeita pra finalizar a história desse jogo, todo o apelo emocional do Ryo usando algo que aprendeu da sensei, toda a descoberta, finalmente encarar o Lan-Di, descobrir a localização da próxima jornada, mas... não, não acaba aqui.Tu vai pra Guilin, encontra a Shenhua, e é 3 horas literalmente só andando enquanto conversa com a Shenhua, que por algum motivo é a única mina que o Ryo não é extremamente rude, enquanto ela fala sobre a vida dela, nada de interessante em toda essa caminhada de, e eu não consigo deixar mais claro, TRÊS HORAS. Tu chega na casa dela, descobre que o pai dela tem algum tipo de interesse nos espelhos Dragão e Fênix, eles vão atrás do pai dela numa caverna lá, descobre que ele sumiu, tem um puzzle mais linha reta que Sonic Forces que revela... alguma coisa sobre os espelhos? Eu tô sem entender até agora. Ela recita a profecia de novo do guerreiro distante que carrega a fênix e... acaba, do nada.

Síndrome de Spark 2 onde o jogo inteiro é bom e o Endgame é ruim e fora de lugar, me faz pensar que esse último capitulo/disco (o jogo original era dividido em discos) era pra ser o começo do 3 mas por algum motivo enfiaram aqui, é muito bizarro. E é mais triste ainda pensar que, tipo, esse cliffhanger bosta com encerramento meia boca não me afeta tanto por eu ter começado a franquia recentemente e o 3 já existir, mas... imagina quem é fã de longa data? Ficou 19 anos preso com esse encerramento fraco antes do 3 lançar. Eu curti o jogo inteiro, ele melhora muitos problemas do 1, mas esse final não me prendeu igual o end do 1, de verdade.

Mês q vem provavelmente compro o 3 e vou fazer a review. This is Skrono, i'll be back.

quinta-feira, 19 de março de 2020

O Sonho foi lançado: Shenmue

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A franquia com potencial mais mal aproveitado pela SEGA, yep. Shenmue é muito bom, bixo pqp.
Depois de 300 anos do lançamento criei coragem de jogar e vou resumir as impressões que esse jogo me passa. Joguei o port de PS4 e VOU ENTRAR EM TERRITÓRIO SPOILER, TEJE AVISADO!

Logo de cara tu percebe que esse jogo é story-driven pq tu tem que passar por 5 cutscenes até o jogo de fato começar. Basicamente um chinês muito bolado chamado Lan-Di matou o pai do protagonista usando kung-fu avançado ou sei lá, pq ele levou uns artefato poderoso e aparentemente matou um tio chamado Zhao. Os tal artefato são o Dragon's Mirror e o Phoenix Mirror, os chineses forjaram isso com a mesma mentalidade da GameFreak e tu precisa das duas versões do espelho (que mais parece um prato) pra ter apenas parte dos Pokemon favorito conseguir poder absoluto e se tornar invencível, yada yada yada, o Ryo Hazuki obviamente n curtiu muito o pai dele ser assassinado e quer sentar a porrada no Lan-Di, e o jogo inteiro foca nessa busca.

E como tu consegue informações sobre o paradeiro do corno que matou seu pai? Perguntando pra todo ser vivo do Japão, obviamente. Não, sério, tu nunca sabe pra onde tu tem que ir, ae tu pergunta pra alguém que ouviu dizer do sobrinho da amiga da filha que viu alguém ouvir o paradeiro de alguém relacionado com uma gangue que pode ou não ter laços com o Lan-Di, e pra saber se é verídico tu tem que perguntar pra todo mundo envolvido e se pá mais gente. É um estilo de jogo interessante mas acaba não sendo um estilo pra qualquer um pegar e jogar. É recompensador tho, vc descobre sobre a vida das pessoas em Yokosuka, e algumas lembranças do Ryo também, e com o tempo acaba se apegando aos personagens e a busca por Lan-Di. Essas seções que vc anda procurando informação são as partes mais predominantes no jogo, exceção sendo o plot em si. O Ryo é meio Tank-y nos controles mas tu acostuma com o tempo, não é tão ruim assim pra proposta do jogo.

Casualmente o jogo te taca uns quick-time event e umas luta de 5 contra 1 que são moderadamente desafiadoras e depois tu volta a procurar agulha em palheiro. Um exemplo de jogo que se controla similar, é famoso e tá vivo até hoje é Yakuza, é meio que uma evolução da formula que Shenmue criou, só que com mais ação aparentemente. I wouldn't know, n joguei muito Yakuza além de uma demo do 6.

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Esse jogo usa e abusa de fanservice da SEGA e eu adoro, de verdade.

Também tem muita coisa que tu pode fazer no hub, como coletar gashapons de várias franquias da SEGA, jogar mais jogos da SEGA em Arcades e alguns outros tipo boxe e dardos, beber refrigerante de uma máquina, interagir com o pessoal como citado antes e em alguns casos especificos, aprender novos movimentos de luta. O resto das coisas não fazem muito a não ser comer tempo mas relaxa, já vou chegar lá.

Depois de algum tempo o Ryo descobre um tiozinho chamado Chen, um velho simpático que manja dos kung-fu, que aparentemente vende e conhece antiguidades, e por algum motivo tem umas treta com a gangue que atormenta o armazém, os Mad Angels, e o filho dele, Gui Zhang, um lek mt puto que ta sempre de terno, através de uma carta enviada pra ajudar o pai dele. A carta chegou meio tarde mas de boa. Chen pede pra tu voltar pra sua casa pra buscar o Phoenix Mirror pq o burro do Lan-Di só levou o do Dragão. Tu faz isso e ele fala que foi forjado lá em Hong Kong e que o Lan-Di pode estar lá, então tu compra uma passagem pra Hong Kong e um skinhead envolvido com os Mad Angels que tem tesão no Lan-Di e na máfia chinesa, come a sua passagem e te dá uma surra. Tu fica obviamente muito bolado e decide trampar num armazém com uma empilhadeira pq a gangue toca o terror por ali e tu quer encher eles tudo de porrada pra ganhar informação.

Em algum momento nisso tudo tu acaba trombando com um dos poucos problemas do jogo, que fizeram ele envelhecer igual leite: o Sistema de Horário. Tu tem que esperar a hora in-game passar pra ativar eventos que progridem o plot, e não tem time-skip. Tu LITERALMENTE ESPERA. A missão atual ocorreu as 9 da manhã e o cara que tu pegou na porrada agora pediu pra tu passar de novo amanhã as 5 da tarde pra ele te levar no lugar certo (Spoiler, sempre é uma armadilha) e tu precisa passar o tempo, seja gastando com gashapons e arcades como citado antes, ou encarando uma parede na sua casa.

Outro problema desse jogo é a dublagem. Não é nem que as vozes não combinam, mas a direção do acting é nojenta, especificamente em alguns personagens tipo o Tom, o mano que vende hot-dog. Eu evitei conversar com ele apesar de ele ser um dos melhores amigos do Ryo pq toda vez que ele fala meu cérebro morre um pouco. Fora alguns voice clips que são reusados 300 vezes pros personagens que não tão afim de conversar com tu.

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Dobuita, a cidade que tu gasta 80% do jogo caminhando.

Eventualmente tu aprende golpes novos e começa a ser recompensado por gastar tempo e yen, com loterias que te garantem mais gachapons e até discos de Saturn pra tu jogar na casa do Ryo. Sim, Ryo tinha um Saturn. Já mencionei que o jogo se passa em '86? Nada de errado com um japa ter um Saturn em '86.

Depois de trabalhar 5 dias no armazém (Sim, vc controla essas partes, levando caixa atras de caixa pros depósitos, batendo as metas de caixa a grana aumenta. Essas parte são legais no começo mas com o tempo enjoa) e tretar com membros da gangue nos 5 dias, a aparentemente namorada do Ryo, Nozomi, é sequestrada pelo líder da gangue, Terry, e tu tem que ir atras dele as 3 da manhã de moto. Essa seção é meio chatinha mas ela é curta, tu controla a moto mais escorregadia do mundo aqui.
Tu chega lá, bate nos mano, salva a Nozomi e faz um trato com o Terry: Tu quebra o Gui Zhang na porrada e ele deixa ela em paz e ainda te leva pra Hong Kong. Obviamente era pegadinha pô kkk pegadinha e ele faz isso pra se livrar dos 2 de uma vez, já que os 2 causavam problemas pra gangue dele.

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Cool dudes always rides a bike.

Depois da luta contra o Zhang vcs se unem pra quebrar a gangue inteira na porrada, 70 manos sem zoa. Tu deita o Terry na porrada, o Zhang e o Chen arranja um barco pra tu ir pra Hong-Kong, tu deita o skinhead na porrada e ele morre caindo no mar e o jogo acaba numa cena mó triste com o Ryo se despedindo de geral que tu se apegou até então, quase chorei mas lembrei que tem o 2 pra jogar então tá de boa. Foi uma experiência do caralho que não me arrependo de investir tempo, apesar de não ter envelhecido tão bem.

Tomara que fique ainda melhor e mais próximo da qualidade dos Yakuza com o Shenmue III, que gerou interesse e uma boa grana no Kickstarter pra manter essa franquia que sempre foi groundbreaking com esse status, né?

...Né...?

Me is Skyrunner, i'll be back soon.